Hoje aconteceu-me por duas vezes aquilo que as mulheres mais temem no que diz respeito a trapos. Usar uma peça de roupa, chegar a um determinado local e verificar que se encontra lá outra mulher com idêntica peça. Aconteceu no trabalho e aconteceu na Faculdade. No trabalho admito que teve piada. Foi a minha amiga Carla a imitadora. O pior é que não só o top era igual. Verificámos incrédulas e perdidas de riso que a cor das calças era a mesma, a cor das unhas, a cor da mala e até, pasme-se a cor da roupa interior. A única diferença era que eu levava o cabelo apanhado e ela não. Mostrámos-nos aos nossos colegas e a gargalhada foi geral. A verdade é que esta não é a única peça que temos igual. É o que dá frequentar as mesmas lojas e partilhar os mesmos gostos e estilo.
Ao fim da tarde, quando achava que a brincadeira não poderia repetir-se, eis que me cruzo no bar da Faculdade com uma jovem com o dito top. Muito deve a Zara ter vendido este belo artigo. É da colecção do ano passado e está provado que agradou a muitas moças. Já cheguei a vê-lo numa foto de uma qualquer senhora espanhola famosa na revista Hola.
Em tempos tive um vestido da Mango que me causou idênticos dissabores. Lembro-me de uma vez estar a passear pelas Amoreiras e eis que uma rapariga passa por mim com um gémeo. Como ainda por cima era estampado e comprido, o acontecimento não passou despercebido a ninguém que por ali circulava.
No entanto, mau, mau foi aquilo que uma vez presenciei num casamento. O vestido da madrinha da noiva era igual ao de uma das convidadas. As protagonistas do embaraçoso episódio chamaram a si o centro das atenções que por norma é atribuído aos noivos.
Aqui vai uma foto do famoso top: