sexta-feira

Nasceu hoje a minha terceira afilhada e...

... já decidi que terei de a presentear com um vestidinho bem janota. Tipo este da Lanidor Kids ou o que se encontra mais abaixo da Zara.



Estas belas indumentárias...

 ... infelizmente, escaparam-me! Não sei como é que isto aconteceu, mas a verdade é que os meus olhos nunca deram por elas nas suas respectivas lojas e agora que me dei conta que existem (descobri-as nos sites das marcas) não as encontro nos saldos! É lamentável...

Adolfo Dominguez

Benetton

quinta-feira

Mestres da Ilusão

Às vezes as salas de cinema conseguem-me surpreender em pleno Verão, a época por excelência dos maus filmes. Por um lado é compreensível. Está provado que as audiências diminuem ou não estivéssemos todos nós mais interessados em ir para a praia do que em enfiar-nos dentro de quatro paredes. Daí que só tenhamos à disposição as sobras. No entanto, este mês de Julho descobri, para meu enorme alívio e contentamento, uma ou outra excepção. "Mestres da Ilusão" ou na versão original "Now you see me" tem antes de mais um elenco que chama a atenção e um trailer que cumpre com nota máxima o seu principal propósito, isto é, provocar, incitar o potencial espectador a ir ver o filme.
Vamos ao elenco: Jesse Eisenberg (quem não se lembra do Mark Zuckerberg de A Rede Social?), Mark Ruffalo (Ensaio sobre a Cegueira), Woody Harrelson (Larry Flynt), Michael Caine (O Cavaleiro das Trevas), Mélanie Laurent (a Shosanna de Sacanas sem Lei), Isla Fisher (Doida por Compras), Dave Franco (irmão mais novo do James Franco) e por fim, o grande Morgan Freeman, que aqui aparece com um brinco de ouro em cada orelha, mas que continua com a voz mais penetrante de sempre.
Magia, ilusionismo e hipnotismo juntam-se a roubos espectaculares - literalmente, ou não acontecessem estes durante espectáculos ao vivo - perseguições a alta velocidade e lutas não só corpo a corpo mas também mentais.
Um filme que é puro entretenimento e que explica esse grande truque de magia que é "o coelho está dentro da caixa, abracadabra, o coelho já não está dentro da caixa". Mais simples do que eu supunha é o que posso adiantar. Se querem no entanto saber a explicação, o ideal é ver o filme. Deixo o trailer.


     

quarta-feira

Liberdade de Jonathan Franzen

Agora que se acabaram as minhas leituras por obrigação posso finalmente dedicar-me às leituras por mero prazer. Alvo de contínuas interrupções, consegui finalmente terminar de ler o Liberdade de Jonathan Franzen no início desta semana. Primeiro comentário: um livro que mostra o que vai na alma das suas personagens como se uma câmara estivesse no seu interior, explorando e transmitindo tudo o que de bom e de mau ela contém. Por outras palavras, a mestria de Franzen nesta obra está acima de tudo nos defeitos e nas virtudes das personagens cujas vidas vamos acompanhar durante várias décadas. O que parece certo numa altura da vida, é totalmente errado noutra. Se numa certa idade, escolhemos um caminho, uns anos mais à frente damos-nos conta que deveria ter sido o oposto, o eleito. Se num determinado momento temos a certeza de que aquela pessoa é o amor da nossa vida, noutro descobrimos que nunca o foi. 
Liberdade não é um livro cheio de surpresas, nem sequer no final. É no entanto surpreendente no modo como retrata uma família que podia ser a de qualquer um de nós, com os seus conflitos, com os seus segredos, com as suas traições mas também com bastante amor. Não há vilões ou heróis. Todos agem de acordo com aquilo que acham ser o correcto.
Apesar de perder um pouco o ritmo quando entra na descrição de um projecto ambiental onde se encontra envolvido o protagonista, é um livro que se lê bem e rapidamente.
Aconselho para leitura de Verão. Não é ficção científica, não é terror, não é policial ou romance tórrido mas um bom drama familiar, não daqueles que fazem chorar as pedras da calçada mas daqueles que apela à nossa solidariedade para com esta família.      

   

domingo

Glee perdeu um dos seus protagonistas...

... e a Rachel Berry, ou melhor, a Lea Michele perdeu o seu namorado na série e fora dela. Cory Monteith, o actor que dava vida a Finn na famosa série de comédia, foi encontrado morto num hotel em Vancouver. Tinha apenas 31 anos e lutava contra as drogas e o álcool desde há muito tempo. 
Fiquei triste, confesso. Acompanho o Glee desde o início, adorava a personagem e admito que, talvez por ser uma romântica incurável, adorava ver o casal junto na vida real. 



  

sábado

O fim de mais uma etapa

Ontem fiz o último exame da Pós-Graduação que iniciei há 10 meses. Durante o jantar de comemoração com os meus colegas senti um sabor doce e amargo ao mesmo tempo. Doce porque finalmente acabaram os fins de semana a estudar horas seguidas. Amargo porque infelizmente terminaram as aulas onde adquiri conhecimentos interessantes e sobretudo, práticos. É claro que houve uma ou outra disciplina onde a teoria abundou, teoria essa que sei já de antemão que nunca a irei aplicar no trabalho a sério, mas no geral, a prática teve mais destaque. Amargo também por causa da questão da minha turma. Não há adjectivos suficientemente bons para descrever os meus colegas. A solidariedade, sobretudo na altura dos exames, foi sempre surpreendente. Toda a gente ajudava com o que tinha. Apontamentos circularam, pessoas estudaram juntas, partilharam-se dúvidas, explicações e testes de anos anteriores. Até os professores comentaram e elogiaram o nosso comportamento. 
Ter convivido com estas pessoas durante estes meses faz-me ficar descansada quanto a esse tema delicado que é a gestão de recursos humanos, aliás o tema central da dita Pós-Graduação e a área onde quase todos trabalhamos. Se fomos assim tão solidários e bons colegas uns para os outros durante o ano lectivo que passou, ouso acreditar que o somos ou poderemos ser também para os nossos colegas no nosso local de trabalho todos os dias.Ouso acreditar que iremos tratar sempre os colaboradores com respeito e simpatia. Que estaremos dispostos a ajudar ou pelo menos a ouvir o que têm para dizer. 
E agora que já acrescentei mais saber à minha memória e agora que sei que há por aí pessoas muito decentes nos Recursos Humanos em Portugal, esta é a pergunta que me imponho: que fazer a seguir? Ficar-me por aqui? Preciso continuar a aprender? E que tal parar? Por que não apenas ler, ver filmes, séries, peças de teatro e espectáculos ou assistir a concertos? Ou substituir o alimento do espírito pelo alimento do corpo e dedicar-me a um desporto?
Quando termina a nossa sede de conhecimento, a nossa curiosidade? tenho-me questionado cada vez mais ultimamente. Será que a idade pede abrandamento de ritmo ou pelo contrário, visto que sentimos o tempo a passar mais rápido, achamos que agora é o momento de fazermos as coisas, de colocarmos em prática os nossos planos antes que tudo acabe? 
Arrisco dizer que a minha curiosidade não tem limites. Posso não voltar e meter-me num projecto desta dimensão, até porque estudar está cada vez mais caro, mas há certamente por aí muitos outros projectos menos ambiciosos (e mais baratos) que pedem a minha participação. 
Enquanto tiver memória livre no disco rígido que é o meu cérebro, enquanto gostar de conhecer pessoas novas e rir com elas, enquanto gostar de ser surpreendida, continuarei a minha formação. Para poder ouvir histórias e partilhá-las, para poder continuar a exercitar a minha imaginação porque tal como já disse várias vezes neste blog e tal como continuarei a dizer, a imaginação é o melhor ingrediente para se viver bem em vez de apenas sobreviver.
Ah bons (agora velhos) tempos, vou sentir falta das aulas das 18h30 às 23h30 todas as segundas e quartas-feiras! 
Hum, nunca pensei dizer isto...  
    

domingo

Antes da Meia-Noite

Quando vejo um filme a que coloco o rótulo de perfeito costumo torcer o nariz quando anunciam sequelas. Foi assim quando quase 10 anos após Antes do Amanhecer, os fabulosos diálogos da dupla Ethan Hawke e Julie Delpy, ou melhor, Jesse e Celine, voltaram a surgir no grande ecrã em Antes do Anoitecer. Apesar de ter preferido o primeiro, achei que a continuação da história de amor do americano e da francesa que se conhecem num comboio e que passam uma noite em Viena de Áustria, não fora uma desilusão. No entanto, quando surgiram os primeiros rumores sobre um terceiro filme, desta vez passado numa ilha grega e de novo quase uma década depois, achei que era quase impossível a qualidade manter-se. Muito enganada estava. Não sei se o segredo do sucesso está no facto de os próprios protagonistas terem participado na escrita do argumento. Note-se que nestes filmes o argumento é tudo porque basicamente cada uma das longa-metragens é um longo e interessante diálogo entre Jesse e Celine falando sobre todas aquelas questões da vida que nos dão alegria, que nos atormentam, que nos dão medo, que nos inspiram, que nos fazem avançar ou recuar, que nos fazem arriscar, ou em resumo, que nos fazem viver. Cada pessoa consegue-se rever em pelo menos uma situação comentada por este casal. É esta a mestria da receita. 
Em Antes da Meia-Noite tenho de admitir que a minha cena preferida é a grande novidade deste filme em relação aos outros dois: uma cena que envolve um jantar em que várias personagens falam e não apenas os protagonistas. As opiniões, as históricas que cada um conta são simples mas cativantes. Uma troca de ideias bonita e que nos é tão familiar. 
Pergunto-me se daqui a quase outros 10 anos terei a oportunidade de saber em que ponto da sua vida fictícia Jesse e Celine estarão e se ainda me irei rever em pelo menos uma situação por eles descrita e comentada.