quarta-feira

O carro certo para mim

Sábado passado enquanto tomava um copo com uma amiga, ela tentou convencer-me pela centésima vez a adquirir um carro e assim, tornar-me "mais independente". A questão do ser "mais independente" é antes de mais, discutível. Quem vive como eu a 15 minutos a pé do local de trabalho, não pode ser mais independente do que já é. No entanto, para já, esqueçamos esse assunto e falemos antes do "adquirir um carro". Penso que já mencionei aqui este tema que há muito rotulei de tabu. Tirei a carta aos 23 anos. Um mês depois do bem sucedido exame de condução comprei um Renault Clio. Conduzi-o durante 6 meses e foi uma das épocas mais infelizes e angustiantes da minha vida. Sempre que pensava que tinha de pegar no maldito, tremia. Sempre que pensava em estacionamentos complicados ou pontos de embraiagem, a tensão arterial descia levando-me quase ao desmaio. Ora como sou mulher de cortar os dramas pela raiz, sempre que está nas minhas mãos fazê-lo e com o intuito de recuperar a minha felicidade, vendi o veículo perturbador a uma amiga por metade do preço e nunca mais pensei em ser proprietária de um. End of story. Infelizmente para a maior parte dos meus amigos, não foi End of story. Todos eles têm acalentado ao longo destes anos o sonho de me voltarem a ver ao volante de um carro conduzindo-o pelas ruas de Lisboa, como se aí residissem todas as soluções para os meus problemas. 
Não vai acontecer! 
No entanto, admito que às vezes há viaturas que chamam a minha atenção. Não propriamente porque ando com vontade de deixar de frequentar os transportes públicos mas porque há carros que têm um design interessante ou uma ou outra característica que considero apelativa. Veja-se a título de exemplo este eléctrico da Renault, o Twizy. Avistei-o hoje quando caminhava em direcção a casa. Pequeno, ecológico, barato. Perfeito para mim. Vou comprá-lo? Há esperança para mim? Não! Vou continuar a achar-lhe graça? Sim, pelo menos até vir outros do género que considere mais giros. 
Ainda me lembro da revolução que foi o Smart. Um carro que cabia em qualquer lado! Agora some-se a esta qualidade, o ser amigo do ambiente e custar cerca de 7 mil Euros. Assim é o Twizy. Para mim só tem um defeito: um aspecto muito futurista. Alguém tem de lhe suavizar as formas. 


    

quinta-feira

O (des)prazer da mudança

Há alturas na vida em que uma pessoa precisa de uma mudança radical. O desejo de mudar vai-se instalando timidamente e quando damos por isso já tomou conta de nós. Mas mudar o quê? Mudar de casa, mudar de emprego, de carro, de cidade, de país, de cara metade? Ou que tal, de tudo? Mudanças ambiciosas estas. Qualquer uma delas requer pensar duas vezes, ponderar prós e contras, pedir conselho junto de família e amigos. Idem para um corte de cabelo radical. Uma mulher passa dois terços da sua vida com uma cabeleireira pelo meio das costas, só variando a cor e o tamanho da franja e de um dia para o outro começa a ter ideias de a pôr em contacto com uma tesoura. Primeiro coloca a hipótese, depois começa a gostar e a habituar-se à ideia e por fim toma a grande decisão. Resultado: cabelo pelo queixo. 
Foi esta a mudança radical a que me submeti ontem. Ainda estou em recuperação. Sinto-me nua e sem forças. Aconteceu-me o mesmo que ao Sansão quando a Dalila lhe cortou as madeixas, essa grande vagabunda. Mal consigo sorrir. Levanto apenas um pouco o lábio superior quando ouço uma piada que em circunstâncias normais me arrancaria uma gargalhada sonora. 
Apesar dos elogios e de até já ter ouvido blasfémias do estilo "estás muito melhor do que antes", tal como diria a personagem de Meryl Streep no final do filme A Dúvida, tenho de confessar que " Tenho dúvidas meu Deus, tenho muitas dúvidas"
Agora não me resta outra alternativa senão aguardar pacientemente que o meu corpo cumpra o seu dever e reponha, com o tempo, a normalidade no meu cabelo. 
      

quarta-feira

As saias lápis ou...

... saias tubo ou como lhes costumo chamar, as saias assim pró justas mas sem ar ordinário, estão em grande. Apesar de não serem trapo que fica bem a toda e qualquer silhueta (por outras palavras, não são as melhores amigas das moças de anca larga) pude comprovar que não devem ser adquiridas apenas pelas moças altas devido ao tamanho, a maior parte das vezes abaixo do joelho, que ostentam (já se sabe que menina baixa pede saia mais curta). Eu que sou pequenita experimentei um belo exemplar e a coisa até que correu bem. A Zara tem de várias cores, lisas e estampadas mas consegui descobrir algumas noutras marcas ainda em saldos. Ora vejam lá:

Adolfo Dominguez

Adolfo Dominguez

Lanidor

Zara

Zara

Zara

Zara

domingo

O casamento de uma grande amiga (2ª parte)...

... é sempre acontecimento onde me entretenho a observar os vários outfits escolhidos pelos convidados. Admito que me interessam mais as escolhas femininas porque entre os homens a variedade é pouca, isto é, fatos são sempre semelhantes, só muda a cor e a gravata. 
Em relação a esta boda tenho de começar por afirmar que há muito que não via o seguinte fenómeno: em pelo menos 90% das mulheres imperava o bom gosto. E mesmo nos restantes 10%, não estava presente a piroseira, tendo as moças simplesmente optado por um estilo mais apagado. O público feminino era composto por várias faixas etárias, desde as adolescentes às senhoras octogenárias; grávidas e não grávidas; mulheres mais clássicas e outras mais arrojadas. As cores fortes dominaram. Infelizmente duas jovens não se lembraram daquela máxima de que de branco só vai a noiva e decidiram que também elas podiam aderir a essa opção. 
Ficam algumas fotos, sendo que todas excepto a minha estão "decapitadas" uma vez que nem toda a gente é adepta de se expor na Internet. Como não podia deixar de ser, há uma foto da noiva incluída nesta amostra.











     

O casamento de uma grande amiga (1ª parte)...

... é sempre acontecimento que me deixa de lágrima no olho. Ontem quando vi a minha amiga Filomena entrar na igreja ao som de When I fall in Love do Nat King Cole, o rímel que eu tinha posto nas pestanas ficou logo devidamente danificado. E mais tarde, quando cantei juntamente com os restantes elementos do Coro o cântico You Are Mine de David Haas, tive de conter a água emocional que teimava em querer brotar dos meus olhos para não estragar todo uma performance, que se desejava perfeita e que levámos horas a ensaiar. 
Não há filmagens disponíveis do nosso Coro mas aqui fica um vídeo do Youtube com um grupo cantando este mesmo cântico que é simplesmente lindo.

I will come to you in the silence
I will lift you from all your fear
You will hear my voice 
I claim you as my choice,
be still and know I am here 
   (...)
Do not be afraid I am with you
I have called you each by name
Come and follow me
I will bring you home
I love you and you are mine 


sexta-feira

Nasceu hoje a minha terceira afilhada e...

... já decidi que terei de a presentear com um vestidinho bem janota. Tipo este da Lanidor Kids ou o que se encontra mais abaixo da Zara.



Estas belas indumentárias...

 ... infelizmente, escaparam-me! Não sei como é que isto aconteceu, mas a verdade é que os meus olhos nunca deram por elas nas suas respectivas lojas e agora que me dei conta que existem (descobri-as nos sites das marcas) não as encontro nos saldos! É lamentável...

Adolfo Dominguez

Benetton