segunda-feira

A Pérola de John Steinbeck...

... foi o primeiro livro da lista deste Verão devidamente lido. É um livro pequeno que se lê bem e rapidamente. Um conto sobre valores familiares, sobre a ganância, sobre as escolhas que se fazem e sobre as consequências que resultam das mesmas. Uma história que tem como pano de fundo o velho sonho de enriquecer e de todos os desejos que poderão ser realizados quando se está na posse de uma fortuna. E de como às vezes o sonho se transforma em pesadelo e perdemos aquilo que na verdade era o que tinha mais valor na nossa vida. 
Steinbeck é um autor norte-americano que ganhou o Nobel em 1962. As suas obras mais conhecidas são A Leste do Paraíso e As Vinhas da Ira, as quais, confesso, nunca li apesar deste escritor ter sido mencionado centenas de vezes durante a minha passagem pela Faculdade de Letras nessa bela disciplina que foi Literatura e Cultura Norte-Americana. 
Para quem gosta de livros pequenos e histórias simples, A Pérola é sem dúvida uma boa aposta. 

  
  

domingo

Os bares rooftop...

... pelos vistos estão cada vez mais na moda em Lisboa. Os terraços com vista privilegiada sobre a capital estão a ser transformados e decorados para que seja possível beber um copo no meio de um cenário deslumbrante. O Sky Bar no Tivoli Lisboa, o Silk no Chiado e o Bar do Bairro Alto Hotel foram talvez os primeiros de que ouvi falar. Se no Verão passado pude constatar a beleza visual conferida por este último, ontem foi a vez de experimentar o Park que fica no terraço do silo automóvel da Calçada do Combro. Talvez por ter aberto no início de Julho e ser novidade, ontem à noite estava apinhado. Pessoas de todas as idades. Ambiente descontraído. Preços acessíveis. Único senão da noite foi o vento frio que circulava mas que não foi impeditivo para as centenas de mini-saias que vi passar por mim. Falta saber se as suas respectivas donas estavam tão incomodadas quanto eu que resolvi ir de calções curtos. Já tenho saudades daquelas semanas em que até à noite estavam 40 graus...
Decisão tomada quando me vim embora: estes locais merecem ser visitados também de dia. Um brunch + vista sobre Lisboa parece-me uma combinação perfeita. 
A visitar também nos próximos tempos o UpScaleBar no Hotel Epic Sana que além do bar, tem uma bela piscina e umas fantásticas espreguiçadeiras como principais atracções. 


Bar do Bairro Alto Hotel
Sky Bar
Park
Park



      

quinta-feira

Lingerie by Mango...

Suspeito que esta incursão da Mango pelo mundo da roupa íntima tem potencial para trazer problemas ao mulherio. Cheira-me que muita moça não vai resistir a dar tecto e uso a estas peças tão bonitas. Tudo simples mas ao mesmo tempo sofisticado.
Ainda me lembro quando as lojas portuguesas só tinham à venda o cuecão de algodão e o soutien deprimente que se vendia em duas versões, isto é, o soutien deprimente tipo 1 que não favorecia as tábuas e o soutien deprimente tipo 2 que não suportava de forma correcta as mamalhudas. Tristes tempos aqueles em que o já mencionado cuecão ganhava maior destaque quando se usavam umas calças de um tecido um pouco mais fino e os soutiens contribuíam para dar ênfase a esse fenómeno do peito feminino sempre tão sexy denominado de " apontar o Norte". 
Ainda bem que o mundo da roupa interior mudou. Agora, somos todos mais bonitos "por dentro". Já é possível despir-nos em frente a um espelho e não morrermos de ataque cardíaco ao deparar-nos, por exemplo, com aquela cinta gigante que de manhã tínhamos decidido envergar.   




       

quarta-feira

O carro certo para mim

Sábado passado enquanto tomava um copo com uma amiga, ela tentou convencer-me pela centésima vez a adquirir um carro e assim, tornar-me "mais independente". A questão do ser "mais independente" é antes de mais, discutível. Quem vive como eu a 15 minutos a pé do local de trabalho, não pode ser mais independente do que já é. No entanto, para já, esqueçamos esse assunto e falemos antes do "adquirir um carro". Penso que já mencionei aqui este tema que há muito rotulei de tabu. Tirei a carta aos 23 anos. Um mês depois do bem sucedido exame de condução comprei um Renault Clio. Conduzi-o durante 6 meses e foi uma das épocas mais infelizes e angustiantes da minha vida. Sempre que pensava que tinha de pegar no maldito, tremia. Sempre que pensava em estacionamentos complicados ou pontos de embraiagem, a tensão arterial descia levando-me quase ao desmaio. Ora como sou mulher de cortar os dramas pela raiz, sempre que está nas minhas mãos fazê-lo e com o intuito de recuperar a minha felicidade, vendi o veículo perturbador a uma amiga por metade do preço e nunca mais pensei em ser proprietária de um. End of story. Infelizmente para a maior parte dos meus amigos, não foi End of story. Todos eles têm acalentado ao longo destes anos o sonho de me voltarem a ver ao volante de um carro conduzindo-o pelas ruas de Lisboa, como se aí residissem todas as soluções para os meus problemas. 
Não vai acontecer! 
No entanto, admito que às vezes há viaturas que chamam a minha atenção. Não propriamente porque ando com vontade de deixar de frequentar os transportes públicos mas porque há carros que têm um design interessante ou uma ou outra característica que considero apelativa. Veja-se a título de exemplo este eléctrico da Renault, o Twizy. Avistei-o hoje quando caminhava em direcção a casa. Pequeno, ecológico, barato. Perfeito para mim. Vou comprá-lo? Há esperança para mim? Não! Vou continuar a achar-lhe graça? Sim, pelo menos até vir outros do género que considere mais giros. 
Ainda me lembro da revolução que foi o Smart. Um carro que cabia em qualquer lado! Agora some-se a esta qualidade, o ser amigo do ambiente e custar cerca de 7 mil Euros. Assim é o Twizy. Para mim só tem um defeito: um aspecto muito futurista. Alguém tem de lhe suavizar as formas. 


    

quinta-feira

O (des)prazer da mudança

Há alturas na vida em que uma pessoa precisa de uma mudança radical. O desejo de mudar vai-se instalando timidamente e quando damos por isso já tomou conta de nós. Mas mudar o quê? Mudar de casa, mudar de emprego, de carro, de cidade, de país, de cara metade? Ou que tal, de tudo? Mudanças ambiciosas estas. Qualquer uma delas requer pensar duas vezes, ponderar prós e contras, pedir conselho junto de família e amigos. Idem para um corte de cabelo radical. Uma mulher passa dois terços da sua vida com uma cabeleireira pelo meio das costas, só variando a cor e o tamanho da franja e de um dia para o outro começa a ter ideias de a pôr em contacto com uma tesoura. Primeiro coloca a hipótese, depois começa a gostar e a habituar-se à ideia e por fim toma a grande decisão. Resultado: cabelo pelo queixo. 
Foi esta a mudança radical a que me submeti ontem. Ainda estou em recuperação. Sinto-me nua e sem forças. Aconteceu-me o mesmo que ao Sansão quando a Dalila lhe cortou as madeixas, essa grande vagabunda. Mal consigo sorrir. Levanto apenas um pouco o lábio superior quando ouço uma piada que em circunstâncias normais me arrancaria uma gargalhada sonora. 
Apesar dos elogios e de até já ter ouvido blasfémias do estilo "estás muito melhor do que antes", tal como diria a personagem de Meryl Streep no final do filme A Dúvida, tenho de confessar que " Tenho dúvidas meu Deus, tenho muitas dúvidas"
Agora não me resta outra alternativa senão aguardar pacientemente que o meu corpo cumpra o seu dever e reponha, com o tempo, a normalidade no meu cabelo. 
      

quarta-feira

As saias lápis ou...

... saias tubo ou como lhes costumo chamar, as saias assim pró justas mas sem ar ordinário, estão em grande. Apesar de não serem trapo que fica bem a toda e qualquer silhueta (por outras palavras, não são as melhores amigas das moças de anca larga) pude comprovar que não devem ser adquiridas apenas pelas moças altas devido ao tamanho, a maior parte das vezes abaixo do joelho, que ostentam (já se sabe que menina baixa pede saia mais curta). Eu que sou pequenita experimentei um belo exemplar e a coisa até que correu bem. A Zara tem de várias cores, lisas e estampadas mas consegui descobrir algumas noutras marcas ainda em saldos. Ora vejam lá:

Adolfo Dominguez

Adolfo Dominguez

Lanidor

Zara

Zara

Zara

Zara

domingo

O casamento de uma grande amiga (2ª parte)...

... é sempre acontecimento onde me entretenho a observar os vários outfits escolhidos pelos convidados. Admito que me interessam mais as escolhas femininas porque entre os homens a variedade é pouca, isto é, fatos são sempre semelhantes, só muda a cor e a gravata. 
Em relação a esta boda tenho de começar por afirmar que há muito que não via o seguinte fenómeno: em pelo menos 90% das mulheres imperava o bom gosto. E mesmo nos restantes 10%, não estava presente a piroseira, tendo as moças simplesmente optado por um estilo mais apagado. O público feminino era composto por várias faixas etárias, desde as adolescentes às senhoras octogenárias; grávidas e não grávidas; mulheres mais clássicas e outras mais arrojadas. As cores fortes dominaram. Infelizmente duas jovens não se lembraram daquela máxima de que de branco só vai a noiva e decidiram que também elas podiam aderir a essa opção. 
Ficam algumas fotos, sendo que todas excepto a minha estão "decapitadas" uma vez que nem toda a gente é adepta de se expor na Internet. Como não podia deixar de ser, há uma foto da noiva incluída nesta amostra.