sábado

O maravilhoso prego do U Chiado

Uma das vantagens de ler assiduamente inúmeros blogs ou revistas de lifestyle é a de tomar conhecimento de algumas maravilhas que a restauração em Portugal coloca ao dispor do consumidor guloso. Foi assim que aconteceu com o prego do U Chiado. Li tanto elogio sobre este petisco que coloquei a sua degustação na minha To Do List. Para tornar a coisa melhor, convidei 3 amigas a juntarem-se a mim e lá fomos. Fim da tarde na esplanada do U Chiado e o manjar lá chegou. Não há palavras à altura para descrever o molho que acompanha o pitéu. É demasiado bom. É demasiado " podia morrer já aqui com uma overdose de colesterol que ao menos morria feliz". Aconselho toda a gente a provar este pedacinho de carne entre duas fatias de pão. Tão simples e tão gostosinho. Pode ser que até tenham sorte, olhem para o lado para uma das entradas do Teatro S. Carlos e vejam sair de lá o John Malkovich com um saco de gelo na cabeça e um outfit que me pareceu ser do século XVIII. Já sabia que o famoso actor andava em filmagens por Lisboa, só não sabia era que iria dar de caras com ele.

     

quarta-feira

Um poema de e.e. cummings

Apesar de ter estudado Literatura e apesar de haver sempre um livro na minha mesa de cabeceira, sempre fui uma mulher de prosa, isto é, nunca fui grande admiradora de poesia. Aliás, acho que já o tinha dito por aqui antes. No entanto, de vez em quando descubro um poema que capta toda a minha atenção. Foi o caso deste "i carry your heart with me..." de e.e.cummings. 
Quando estava no terceiro ano da faculdade tive de fazer um trabalho sobre este autor norte-americano mas este poema não apareceu durante a minha investigação. Apareceram sim muitos outros a que rapidamente atribuí o adjectivo de "estranhos". Porquê? Devido à forma dos mesmos. É possível encontrar na obra deste autor norte-americano poemas onde o uso de minúsculas e maiúsculas é usado indiscriminadamente e a pontuação por vezes não segue as regras, assim como a disposição das palavras. Este que deixo aqui não é assim tão inovador. Formato "normal" e conteúdo muito bonito. Talvez por isso tenha gostado tanto dele.

i carry your heart with me (i carry it in 
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
                                             i fear
no fate(for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will allways sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart (i carry it in my heart)

domingo

The Bling Ring...

... é um filme sobre adolescentes, não há como negá-lo. Desengane-se quem pensa o contrário agarrando-se a dois factos que poderiam eventualmente destruir esta teoria: primeiro, é um produto da Sofia Coppola; segundo, passou por Cannes. 
The Bling Ring conta a história verídica de um grupo de amigos (quatro raparigas e um rapaz) que circula por bairros abastados de LA e cujo único objectivo na vida é fazer parte do mundo dos ricos e famosos. Nada os atrai mais do que o glamour, o dinheiro e o estilo de vida das estrelas de Hollywood. Ao aperceberem-se do quão fácil é entrar nas mansões durante a ausência dos seus famosos proprietários, nada os detém. Os roubos de roupas, sapatos, malas e jóias sucedem-se durante bastante tempo sem que os seus jovens autores sejam apanhados, apesar de mostrarem os resultados das suas actividades com bastante orgulho, nas redes sociais. A casa de Paris Hilton, a mais fácil de roubar e a que possuía o conteúdo mais interessante, foi o alvo mais visitado. Segundo o filme, o grupo esteve lá cerca de 8 vezes " a fazer compras". A própria aparece no filme, assim como o interior da sua mansão.
O que é mais interessante nesta história é que não estamos a falar de um grupo de profissionais mas sim de amadores que se limitava a entrar em casas cuja segurança deveria ser a máxima e no entanto, era mínima. A técnica de que eles se valiam era pouca, visto a necessidade ser pouca também. Calculo que em bairros onde toda a gente é milionária, é normal não se ser muito cuidadoso.
Quanto ao elenco, destaque para  Emma Watson cujas intervenções constituem os únicos momentos cómicos do filme. Os líderes do grupo, Marc e Rebecca são representados por dois actores - Israel Broussard e Katie Chang -  que me parecem relativamente novatos nestas andanças. Não sei até que ponto estas personagens não se teriam saído melhor com actores mais experientes a dar-lhes corpo. Não me convenceram. 
De resto, para quem gosta de moda, é seu dever ir comprar um bilhete no cinema mais próximo. Ao longo do filme é possível ver Louboutins a desfilarem, malas da Hermés ou da Dior penduradas nos braços das descontraídas ladras ou vestidos dos mais famosos designers. Isto para não se falar do closet da Paris Hilton que mais parece o paraíso na terra. Consigo compreender por que é que ela levou tanto tempo para perceber que andava a ser roubada. Quem tem tanta coisa como esta mulher tem, nem dá conta de que lhe levaram uns quantos acessórios. 
É assim, uns com tanto e outros com tão pouco!


sábado

O estilo das actrizes baixinhas 1

Apercebi-me recentemente que tenho tendência para adorar séries cujas protagonistas são actrizes que atingem no máximo 1,60m de altura. Ora veja-se: série 1 - O Sexo e a Cidade. Protagonista e respectiva estatura? Sarah Jessica Parker, 160m; série 2 - Glee. Protagonista e respectiva estatura? Lea Michele, 1,59m; série 3 - Hart of Dixie. Protagonista e respectiva altura? Rachel Bilson, 1,57m. Estas três fazem parte do pódio mas poderei ainda mencionar As Donas de Casa Desesperadas e a Eva Longoria com o seu 1,57m ou mais recentemente Melissa & Joe e a Melissa Joan Hart com altura idêntica. 
Começo a denotar aqui um padrão. Será que é devido ao facto da minha pessoa se encontrar nesta precisa faixa: 1,57 - 1,60m?? Coincidência ou não, não há como negar o que é evidente: sempre que vejo uma pequenita a encher o ecrã de talento e carisma, sinto logo simpatia por ela! E por norma, por aquilo que essa pequenita veste, também! Daí ter iniciado um estudo exaustivo pelo estilo destas senhoras. Os resultados da pesquisa a que tenho dedicado horas começam a ser publicados aqui, a partir de hoje e uma vez por semana, até se acabar o stock das minorcas famosas. 
E quem é a primeira contemplada? Lea Michele, que, by the way, fez anos no passado dia 29 de Agosto. Adoro o estilo dela sobretudo em eventos como os Emmys, os Globos de Ouro ou os SAG. Quase nunca desilude. Como verão nas fotos abaixo, até os biquínis que usa são bonitos. Opta na maioria das vezes por cores sóbrias mas mesmo quando arrisca com as fortes, normalmente acerta em cheio. Talvez seja por isso que a People já a tenha colocado na lista das mais  bem vestidas. 
A compilação que se segue contempla imagens de eventos de passadeira vermelha e imagens do dia a dia em que se encontra mais à vontade.

















quarta-feira

Vestidos florais

Aqui há uns anos, uma pessoa chegava a meio de Agosto e já não havia uma peça de Verão para comprar. As promoções começavam em Junho e no fim de Julho já tudo tinha desaparecido. E o que é que as lojas faziam?? Roupa de Inverno nos cabides e nas prateleiras pois está claro!! Que interessava o facto de estarem quase 40 graus à sombra? Nada! Um pequeno detalhe que apenas não escapava aos sempre muy atentos às coisas da vida. Aos outros, os distraídos, a coisa passava despercebida.
Ora o ano passado, alguém inteligente do meio achou que se calhar era boa ideia colocar à disposição do consumidor, logo a seguir aos saldos, uma nova colecção de roupa descascada no meio de outros trapos assim mais pró quentinhos. Só para satisfazer aqueles que teimosamente insistiam em não estrear camisolas de lã no meio do Verão. Este ano, felizmente, a tendência manteve-se. É possível encontrar roupa adequada à estação em que estamos à venda nas lojas do costume.
E o que é que tem saltado mais à vista? Muitos vestidinhos inspirados em jardins. Alguns parecem saídos de quadros impressionistas.
Recordemos a maravilhosa entrevista da Judite de Sousa a Lorenzo Carvalho que tanta polémica gerou há uma dúzia de dias. As perguntas estapafúrdias que a senhora jornalista colocou ao jovem milionário foram logo por mim severamente criticadas ainda a procissão ia no adro, mas e o vestido floral que ela estava a usar? Hum? Alguém se lembra? Pois que era bem bonito! E afirmo com indignação que não foi justo que tenha sido obrigado a estar ali no meio daquele lavar de roupa suja. 
Não consegui descobrir de onde provém o belo trapo mas consegui descobrir estes:

Topshop

Topshop

Topshop

Asos

Asos

Asos

Blanco

Zara

Zara

Zara

    
O vestido da Judite. Esta foto não mostra todo o seu esplendor. É pena.

quinta-feira

Em Parte Incerta de Gillian Flynn...

... foi o terceiro livro que ocupou as minhas mãos durante estas férias. Há já uns bons anos que não lia um thriller e há já uns bons anos que não era surpreendida quanto ao vilão da história. Um desaparecimento que aparenta ser um homicídio, um casamento que aparenta ser feliz, um casal que aparenta mais virtudes que defeitos. Quem detém a verdade, quem espalha a mentira? 
Um livro que descreve o crime perfeito não fosse um episódio de pura má sorte mudar o rumo da acção.  
Em Parte Incerta tem acima de tudo dois personagens principais complexos que conferem a textura que uma boa história precisa. Há detalhes nas suas personalidades que compreendemos e aceitamos e outros que simplesmente desprezamos. No início do livro é muito difícil decidir de que lado estamos: team marido ou team mulher? Para dizer a verdade, chega-se ao fim do livro e a dúvida permanece se bem que um dos esposos consegue ganhar mais pontos em simpatia do que o outro.
Em Parte Incerta esteve na lista dos melhores do New York Times o que me obrigou a comprá-lo e agora, depois de o ter lido, sinto-me obrigada a aconselhá-lo. 

  

terça-feira

Escrever ou não escrever, eis a questão

Passei o ano inteiro à espera das férias de Verão para escrever qualquer coisa de "grande". E por "grande" quero dizer outro livro ou pelo menos o início dele. Ou algo mais modesto como um conto. Mas apesar do silêncio típico de uma aldeia onde não se passa nada, apenas interrompido pelo cantar de um cuco que tem morada fixa por estes lados, das caminhadas por locais onde o perfume dominante é o proveniente de pinheiros e eucaliptos, do pôr-do-sol espectacular que vi todos dia ao fim da tarde e da lua cheia das últimas noites - tudo elementos propícios a inspirarem-me ( note-se que a Isabel Allende também tem um ritual que inclui rodear-se de um certo ambiente) - a verdade é que as férias terminam amanhã e não escrevi uma única linha. Apesar das várias ideias - algumas baseadas em factos reais, outras totalmente fictícias - que já registei devidamente para não me esquecer delas caso decida dar-lhes uso posteriormente, nada foi feito. E sei que não é uma crise de inspiração. É ao invés disso uma crise de propósito. Para quê? é a pergunta que me tenho colocado ultimamente. Será que todos os escritores que se intitulam amadores e que nunca deixaram de ser isso mesmo, meros amadores, terão tido um momento em que se colocaram esta pergunta: Para quê?
Além disso deixou de parecer certo. Certo tornou-se limitar-me a ler os livros que os outros escrevem.