Ando há vários dias a tentar escrever um post à altura dessa série de comédia maravilhosa que é A Teoria do Big Bang. Infelizmente, nada suficientemente digno tem resultado das minhas tentativas. Todos os adjectivos elogiosos que estão à disposição no vocabulário português parecem insuficientes para aplicar aos textos e às cinco personagens principais. Que dizer do Sheldon, esse cromo delicioso que não reconhece o sarcasmo e a quem, não sabemos bem porquê, conseguimos perdoar a antipatia e o facto de ser constantemente inconveniente? Que dizer de Raj, o tímido que apenas consegue falar com mulheres quando está bêbado? Que dizer de Penny, a vizinha boazona que caiu no meio de um grupo de homens intelectualmente superiores mas que vibram com super-heróis de banda desenhada? Que dizer do casal Sheldon / Amy, unidos não pelo amor ou pela atracção física mas por uma atracção meramente intelectual? Magistrais, os diálogos destes dois! É rara a deixa de um ou do outro que não me arranca gargalhadas.
Detentora de vários Emmys e Globos de Ouro, alguns dos quais atribuídos ao excelente desempenho de Jim Parsons, a série está nomeada para mais uns quantos prémios que serão entregues no próximo Domingo. O meu coração divide-se entre esta e Modern Family. Não consigo decidir qual é a mais brilhante. Não consigo decidir que grupo de argumentistas criou o produto mais genial. Nunca há propriamente justiça quando vão a jogo dois pesos pesados.























