terça-feira

A Teoria do Big Bang

Ando há vários dias a tentar escrever um post à altura dessa série de comédia maravilhosa que é A Teoria do Big Bang. Infelizmente, nada suficientemente digno tem resultado das minhas tentativas. Todos os adjectivos elogiosos que estão à disposição no vocabulário português parecem insuficientes para aplicar aos textos e às cinco personagens principais. Que dizer do Sheldon, esse cromo delicioso que não reconhece o sarcasmo e a quem, não sabemos bem porquê, conseguimos perdoar a antipatia e o facto de ser constantemente inconveniente? Que dizer de Raj, o tímido que apenas consegue falar com mulheres quando está bêbado? Que dizer de Penny, a vizinha boazona que caiu no meio de um grupo de homens intelectualmente superiores mas que vibram com super-heróis de banda desenhada? Que dizer do casal Sheldon / Amy, unidos não pelo amor ou pela atracção física mas por uma atracção meramente intelectual? Magistrais, os diálogos destes dois! É rara a deixa de um ou do outro que não me arranca gargalhadas. 
Detentora de vários Emmys e Globos de Ouro, alguns dos quais atribuídos ao excelente desempenho de Jim Parsons, a série está nomeada para mais uns quantos prémios que serão entregues no próximo Domingo. O meu coração divide-se entre esta e Modern Family. Não consigo decidir qual é a mais brilhante. Não consigo decidir que grupo de argumentistas criou o produto mais genial. Nunca há propriamente justiça quando vão a jogo dois pesos pesados. 



segunda-feira

Anda por aí um vestido...

... da Mango, no corpinho da Miranda Kerr, a enfeitar as ruas do nosso Portugal. Gostei logo dele. No entanto, a sua gigantesca divulgação, pode constituir para mim um impedimento à sua compra. Porquê? Porque se há coisa de que uma mulher não gosta é de ter um trapo que outras 500 mil têm. No entanto, descobri que posso suspirar de alívio. Este não é o único vestido fluido que o mulherio pode encontrar na nova colecção da marca espanhola. Há muitos outros e com a vantagem acrescida de não terem sido tão divulgados. É claro que não é por isso que o risco de nos cruzarmos com uma moça que tem o nosso bom gosto vai desaparecer na totalidade. O perigo está sempre à espreita. Mas para já, vamos ver alguns exemplares.









domingo

O Prisioneiro do Céu

Não é segredo para ninguém que a A Sombra do Vento do Carlos Ruiz Zafón figura entre os meus livros preferidos de sempre e para sempre. Por essa razão, assim que vi este O Prisioneiro do Céu e li que dentro dele circulavam as personagens principais do anterior, nem pensei duas vezes e arrebatei-o de uma das prateleiras. O autor espanhol tem, acima de tudo essa capacidade para criar personagens fictícias que adoraríamos que existissem na realidade para termos o prazer de as conhecer. Nos seus livros podemos encontrar, por exemplo, as tiradas cheias de humor de Fermín, que fazem com que até o leitor mais triste e nostálgico, saia do seu estado negro e ria com vontade. Podemos ainda tomar contacto com o bom carácter de Sempere pai e Sempere filho, o tipo de pessoas de que o mundo precisa para ser melhor. 
Outra qualidade da escrita de Zafón está presente na facilidade com que parece compor a estrutura das suas histórias. Recorrendo com frequência a analepses, os regressos ao Passado são, no entanto, feitos não de forma brusca mas como se fossem algo natural. Ritmo, é outra palavra de ordem. Nunca há momentos parados e até descrições de locais e pessoas parecem contribuir para a acção.
Com um enredo mais simples do que o de A Sombra do Vento, O Prisioneiro do Céu não deixa por isso, de nos prender e de não o querermos largar até conhecermos o fim, fim esse que aliás, deixa uma porta aberta para mais um livro que Zafón já deve ter em mente. 
Esperemos, então, com paciência, mais uma história de Fermín e dos Sempere.

      

sábado

O estilo das actrizes baixinhas 2

Desta vez falemos de Rachel Bilson, a protagonista de Hart of Dixie e moça que segundo o que dizem por aí tem apenas 1,57m. Terá esta falta de centímetros constituído impedimento para que a actriz aparecesse em diversas capas de revista? Ora pois que a resposta é Não! A californiana que viu a sua casa ser roubada pelo grupinho de ladrões adolescentes de que falei num post recente - The Bling Ring - é presença constante na imprensa que se dedica à Moda. Ainda este ano foi capa da Cosmopolitan e diz-se à boca cheia que ela é paga a peso de ouro para marcar presença em desfiles de designers famosos, inclusive na Europa.
Como qualquer baixinha que se preze, no seu guarda-roupa não faltam calções e vestidos curtos. No Inverno, as botas altas ganham destaque. Na passadeira vermelha ou outros eventos mais formais, opta várias vezes pelo preto mas não é raro vê-la sair da sua zona de conforto e escolher um tom mais forte. Uma vez que tem o corpo ideal para isso, recorre com frequência a vestidos justos. É aproveitar enquanto se pode, é o que digo sempre. 
Adoro o estilo da Rachel Bilson na vida real e do que lhe deram na série para interpretar Zoe Hart. Quem é baixa e magra pode colocar aqui os olhos para ter ideias. 
















   

O maravilhoso prego do U Chiado

Uma das vantagens de ler assiduamente inúmeros blogs ou revistas de lifestyle é a de tomar conhecimento de algumas maravilhas que a restauração em Portugal coloca ao dispor do consumidor guloso. Foi assim que aconteceu com o prego do U Chiado. Li tanto elogio sobre este petisco que coloquei a sua degustação na minha To Do List. Para tornar a coisa melhor, convidei 3 amigas a juntarem-se a mim e lá fomos. Fim da tarde na esplanada do U Chiado e o manjar lá chegou. Não há palavras à altura para descrever o molho que acompanha o pitéu. É demasiado bom. É demasiado " podia morrer já aqui com uma overdose de colesterol que ao menos morria feliz". Aconselho toda a gente a provar este pedacinho de carne entre duas fatias de pão. Tão simples e tão gostosinho. Pode ser que até tenham sorte, olhem para o lado para uma das entradas do Teatro S. Carlos e vejam sair de lá o John Malkovich com um saco de gelo na cabeça e um outfit que me pareceu ser do século XVIII. Já sabia que o famoso actor andava em filmagens por Lisboa, só não sabia era que iria dar de caras com ele.

     

quarta-feira

Um poema de e.e. cummings

Apesar de ter estudado Literatura e apesar de haver sempre um livro na minha mesa de cabeceira, sempre fui uma mulher de prosa, isto é, nunca fui grande admiradora de poesia. Aliás, acho que já o tinha dito por aqui antes. No entanto, de vez em quando descubro um poema que capta toda a minha atenção. Foi o caso deste "i carry your heart with me..." de e.e.cummings. 
Quando estava no terceiro ano da faculdade tive de fazer um trabalho sobre este autor norte-americano mas este poema não apareceu durante a minha investigação. Apareceram sim muitos outros a que rapidamente atribuí o adjectivo de "estranhos". Porquê? Devido à forma dos mesmos. É possível encontrar na obra deste autor norte-americano poemas onde o uso de minúsculas e maiúsculas é usado indiscriminadamente e a pontuação por vezes não segue as regras, assim como a disposição das palavras. Este que deixo aqui não é assim tão inovador. Formato "normal" e conteúdo muito bonito. Talvez por isso tenha gostado tanto dele.

i carry your heart with me (i carry it in 
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
                                             i fear
no fate(for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will allways sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart (i carry it in my heart)

domingo

The Bling Ring...

... é um filme sobre adolescentes, não há como negá-lo. Desengane-se quem pensa o contrário agarrando-se a dois factos que poderiam eventualmente destruir esta teoria: primeiro, é um produto da Sofia Coppola; segundo, passou por Cannes. 
The Bling Ring conta a história verídica de um grupo de amigos (quatro raparigas e um rapaz) que circula por bairros abastados de LA e cujo único objectivo na vida é fazer parte do mundo dos ricos e famosos. Nada os atrai mais do que o glamour, o dinheiro e o estilo de vida das estrelas de Hollywood. Ao aperceberem-se do quão fácil é entrar nas mansões durante a ausência dos seus famosos proprietários, nada os detém. Os roubos de roupas, sapatos, malas e jóias sucedem-se durante bastante tempo sem que os seus jovens autores sejam apanhados, apesar de mostrarem os resultados das suas actividades com bastante orgulho, nas redes sociais. A casa de Paris Hilton, a mais fácil de roubar e a que possuía o conteúdo mais interessante, foi o alvo mais visitado. Segundo o filme, o grupo esteve lá cerca de 8 vezes " a fazer compras". A própria aparece no filme, assim como o interior da sua mansão.
O que é mais interessante nesta história é que não estamos a falar de um grupo de profissionais mas sim de amadores que se limitava a entrar em casas cuja segurança deveria ser a máxima e no entanto, era mínima. A técnica de que eles se valiam era pouca, visto a necessidade ser pouca também. Calculo que em bairros onde toda a gente é milionária, é normal não se ser muito cuidadoso.
Quanto ao elenco, destaque para  Emma Watson cujas intervenções constituem os únicos momentos cómicos do filme. Os líderes do grupo, Marc e Rebecca são representados por dois actores - Israel Broussard e Katie Chang -  que me parecem relativamente novatos nestas andanças. Não sei até que ponto estas personagens não se teriam saído melhor com actores mais experientes a dar-lhes corpo. Não me convenceram. 
De resto, para quem gosta de moda, é seu dever ir comprar um bilhete no cinema mais próximo. Ao longo do filme é possível ver Louboutins a desfilarem, malas da Hermés ou da Dior penduradas nos braços das descontraídas ladras ou vestidos dos mais famosos designers. Isto para não se falar do closet da Paris Hilton que mais parece o paraíso na terra. Consigo compreender por que é que ela levou tanto tempo para perceber que andava a ser roubada. Quem tem tanta coisa como esta mulher tem, nem dá conta de que lhe levaram uns quantos acessórios. 
É assim, uns com tanto e outros com tão pouco!