segunda-feira

Nos últimos anos tenho ido a Paris por motivos profissionais. Desta vez fui por puro turismo. Rever e entrar em todos aqueles monumentos de que ouvimos falar cedo na escola. Passear nos Champs Elysées e nas margens do Sena, sentar na relva do Jardin des Tuileries, andar num Carrossel, comer um croissant numa Patisserie ou um macaron na Ladurée. Paris não é para mim a cidade mais bonita da Europa mas está definitivamente no top 5. Os edifícios no centro da capital francesa são pura História. Imponentes. Majestosos. Os espaços verdes estendem-se entre esses edifícios. As lojas das melhores marcas francesas estão nas ruas mais bonitas. As esplanadas dos restaurantes convidam-nos a sentar. 
Se juntarmos isto tudo a um tempo formidável, o passeio por Paris ganha mais cor. Infelizmente é cidade que não costuma ter o sol e o céu limpos tão característicos de Lisboa ou de Madrid. Mesmo no Verão, há dias cinzentos e frios. 
O melhor mesmo foi assistir ao início da Missa na Basílica do Sacré Coeur em Montmatre, a zona da Amélie Poulain. A música proveniente do Órgão é, literalmente, divinal. Se a entrada no Paraíso tiver banda sonora, acredito que deverá ser composta por música assim, do tipo que penetra na alma e que comove.
Paris também não é para mim a cidade mais romântica como já lhe ouvi chamarem mas percebo por que a Torre Eiffel já testemunhou tantos pedidos de casamento. Ou por que é possível encontrar casais vestidos de noivos tirando fotografias junto de locais tão famosos no mundo inteiro que estão sempre apinhados de turistas.
É sempre bom regressar a uma cidade que transborda Arte e Moda. É sempre bom ir a um local repleto de coisas bonitas. 

Um colorido carrossel

Os bateaux mouches

A torre mais famosa do mundo

Os Champs Elysées com o Arco do Triunfo ao fundo

O primeiro casal de noivos que avistei

Jardin des Tuileries

O Louvre e a sua pirâmide

Sacré Coeur

O segundo casal de noivos que vi a pousarem para a posteridade

A Opera 

Place Vendôme

Um importante monumento de Paris: a loja da Chanel

Um outro importante monumento: a Dior

A Notre Dame
       

quinta-feira

A primeira compra deste Outono...

... foi uma echarpe na Mango que serviu para me cobrir do surpreendente frio que surgiu esta tarde. Mas mais do que a necessidade admito que foram as suas cores que me atraíram.  A foto não é fantástica mas dá uma ideia geral do belo trapo. 


Aprender com os mais velhos

Hoje eu e uma amiga minha fomos à inauguração do cabeleireiro de Franck Provost na Rua Braancamp. Enquanto comíamos macarons, avistámos duas velhinhas muy octagenárias que atacavam toda e qualquer bandeja de bolinhos e salgadinhos que passava por elas. A minha amiga teve o mesmo pensamento que eu mas foi a primeira a expressá-lo por palavras: "Estás a ver aquelas duas senhoras? Nós vamos ser assim quando chegarmos à idade delas. Põe ali os olhos. Não recusar comida nas festas e muita laca no cabelo". 
Existe um pacto entre o meu grupo de amigos da faculdade que se chegarmos a tão bonita idade, vamos todos pintar o cabelo de loiro para disfarçar os brancos, beber chá todas as tardes em cafés acolhedores e fazer cruzeiros. O projecto foi lançado em 2009 numa viagem a Fuerteventura. Neste momento só nos faltam 5 décadas para ver se todos o concretizamos. Entretanto vamos aprendendo com os que já se encontram nessa bela idade.  

terça-feira

Quem fez bonito e quem fez feio nos Emmys 2013

Uma vez que ontem houve noite de Emmys, o que é que este blog não poderia deixar de mencionar? As mais bem vestidas e os atentados à visão que passaram na passadeira vermelha, claro está! Neste último grupo só consigo colocar sem remorsos e até com bastante conforto uma única actriz: a jovem  Lena Dunham da série Girls. Apesar de ser Prada, o vestido é muito mau. Já vi cortinados mais bonitos do que aquele. Do lado das senhoras que desfilaram glamour, coloco no topo Sofia Vergara que escolheu um Vera Wang vermelho. Apesar de já ser um pouco boring vê-la optar quase sempre pelo mesmo estilo, vestidos a la sereia que lhe acentuam ainda mais as curvas, a verdade é que a senhora nunca faz feio. Apesar de bastante transparente também gostei muito do vestido Jenny Packham da Julianne Hough. Não é para qualquer corpo mas nela resultou muito bem. Vejamos as eleitas das duas categorias:


Lena Dunham e o seu Prada

Sofia Vergara

Julianne Hough

Kaley Cuoco em Vera Wang

Tina Fey em Narciso Rodriguez

Zoey Deschanel em J Mendel

Rose Byrne num vestido muito simples de Calvin Klein





quinta-feira

Vindimas

Quando era pequena passava os cerca de 3 meses de férias de Verão na mesma aldeia em que ainda este Agosto estive. Como as aulas só começavam em Outubro havia tempo para participar em pelo menos uma vindima ou uma desfolhada. Apanhar uva sempre me agradou. Descascar milho, nem por isso. Por isso, quando uma amiga minha mencionou que o namorado dela estava a convocar amigos para a vindima do terreno que a família tem no Alentejo, nem hesitei em oferecer os meus préstimos. Sabia que podia ser duro sobretudo se estivesse muito calor. Sabia que era para começar a tarefa de madrugada. Sabia que podia desgraçar as mãos e as costas. No entanto, às vezes uma pessoa tem de se meter numa "aventura". 
Assim, no fim de semana passado, um grupo de meninos da cidade pôs-se a caminho de um monte alentejano. No sábado acordámos pouco depois das seis da manhã. O mata-bicho foi torradas, galões e bolo. Cheios de energia partimos para junto das videiras. A formação foi: cortem tudo, vale tudo, só não cortem os ramos grandes.
Resultado: cerca de 7 horas depois, estava exausta mas feliz. A experiência foi quase terapêutica. Quando se trabalha há anos, fechada num escritório 9 a 10 horas diárias, sabe bem trabalhar ao ar livre mesmo que a função nos deixe com dores lombares, as unhas pretas e o corpo coberto de pó. Não é preciso pensar, não é preciso esforçar o cérebro. É só trabalho físico. E a verdade é que se não precisássemos de trabalho físico para manter a sanidade mental, os ginásios não estariam cheios de gente.
É impressionante a mudança que ocorreu em mim nos últimos anos. Eu, uma admiradora incondicional da cidade, um ser que sempre desprezou o campo, agora corro para ele sempre que posso. 
O que se seguiu ainda foi melhor. Um mergulho na piscina, secar ao sol na relva, beber limonada, um jantar com comida tipicamente alentejana e um grupo de amigos que sabe conduzir uma conversa cómica, agradável, acolhedora.
Fui das primeiras a avisar que no próximo ano lá estarei novamente. Experiências que se adoram são sempre para repetir. 




O sino para chamar os trabalhadores para as refeições

A flor do maracujá


    

terça-feira

A Teoria do Big Bang

Ando há vários dias a tentar escrever um post à altura dessa série de comédia maravilhosa que é A Teoria do Big Bang. Infelizmente, nada suficientemente digno tem resultado das minhas tentativas. Todos os adjectivos elogiosos que estão à disposição no vocabulário português parecem insuficientes para aplicar aos textos e às cinco personagens principais. Que dizer do Sheldon, esse cromo delicioso que não reconhece o sarcasmo e a quem, não sabemos bem porquê, conseguimos perdoar a antipatia e o facto de ser constantemente inconveniente? Que dizer de Raj, o tímido que apenas consegue falar com mulheres quando está bêbado? Que dizer de Penny, a vizinha boazona que caiu no meio de um grupo de homens intelectualmente superiores mas que vibram com super-heróis de banda desenhada? Que dizer do casal Sheldon / Amy, unidos não pelo amor ou pela atracção física mas por uma atracção meramente intelectual? Magistrais, os diálogos destes dois! É rara a deixa de um ou do outro que não me arranca gargalhadas. 
Detentora de vários Emmys e Globos de Ouro, alguns dos quais atribuídos ao excelente desempenho de Jim Parsons, a série está nomeada para mais uns quantos prémios que serão entregues no próximo Domingo. O meu coração divide-se entre esta e Modern Family. Não consigo decidir qual é a mais brilhante. Não consigo decidir que grupo de argumentistas criou o produto mais genial. Nunca há propriamente justiça quando vão a jogo dois pesos pesados. 



segunda-feira

Anda por aí um vestido...

... da Mango, no corpinho da Miranda Kerr, a enfeitar as ruas do nosso Portugal. Gostei logo dele. No entanto, a sua gigantesca divulgação, pode constituir para mim um impedimento à sua compra. Porquê? Porque se há coisa de que uma mulher não gosta é de ter um trapo que outras 500 mil têm. No entanto, descobri que posso suspirar de alívio. Este não é o único vestido fluido que o mulherio pode encontrar na nova colecção da marca espanhola. Há muitos outros e com a vantagem acrescida de não terem sido tão divulgados. É claro que não é por isso que o risco de nos cruzarmos com uma moça que tem o nosso bom gosto vai desaparecer na totalidade. O perigo está sempre à espreita. Mas para já, vamos ver alguns exemplares.