quinta-feira

Tenho duas amigas em cujos cabides e gavetas, predomina o preto. Não são góticas nem nada que se assemelhe. Simplesmente sentem-se melhor quando estão vestidas de escuro. É por isso que vi estes dois vestidos e pensei de imediato nelas. Se há algo que não é difícil encontrar na Zara são little black dresses simples, apenas com um apontamento original que faz toda a diferença. 



terça-feira

Em busca de calçado...

... bordeaux, grená, burgundy ou outro termo usado para descrever cor de vinho. Só a Zara parece corresponder com a devida oferta à minha procura.




sábado

A arte de Banksy

Não sou nem nunca fui perita em graffitis. Não conheço muitos nomes de artistas que lhes estejam associados com excepção dos portugueses Mr. Dheo e Vhils (Alexandre Farto). Nunca li muito sobre o tema, sobretudo no que diz respeito à técnica daí apenas saber que envolve sprays e na maior parte das vezes, muita cor. A única coisa que sempre fiz em relação aos graffitis foi limitar-me a contemplá-los com prazer. Atenção que estou a falar de verdadeiros graffitis, obras de arte cheias de vida pintadas quase sempre em paredes esquecidas e cansadas, mesmo a precisarem de uma boa maquilhagem. Não confundir com tags ou frases cheias de profundidade a incitar à revolução, normalmente cheias de palavrões. Há quem coloque tudo no mesmo saco e classifique de puro vandalismo mas para mim é impossível dar essa classificação aos trabalhos que poderão ver nas fotos abaixo. 
Ultimamente o nome que anda nas bocas do mundo é o de Banksy. O artista britânico, cuja identidade poucos conhecem, reúne cada vez mais admiradores e "inimigos" também. O mais recente a integrar este grupo é o Presidente da Câmara de NY, Michael Bloomberg, uma vez que durante este mês de Outubro foi na Big Apple que o polémico artista deixou a sua inconfundível marca. Foi também em NY, mais precisamente em Central Park, que Banksy colocou à venda algumas das suas obras numa pequena banca. Devido à falta de publicidade, o resultado foi um pequeno punhado de dólares ganho, um rendimento nada comparável ao da venda recente de um dos seus trabalhos num leilão por 2 milhões. Mas o que é que faz este graffiter para ter mais destaque e fama do que muitos outros seus semelhantes? Crítica social associado a muito talento. Desenhos que se inserem perfeitamente nos locais onde são deixados. Simplicidade aliada a uma grande dose de originalidade. Já vi graffitis mais grandiosos, em termos de espaço e de cor, mas estes, mais pequenos e mais monocromáticos, têm qualquer coisa. Não sei, talvez seja a dose de humor que contém em si.






     

quinta-feira

A saia perfeita

As peças em pele ou em materiais que se assemelham a pele estão aí em força. Cá em casa habitam umas calças e ando a tentar que uma saia lhes faça companhia. No entanto, não será qualquer uma a ocupar essa vaga. A eleita terá de ser uma igual a esta que vi no site da Neiman Marcus, cujo preço é o único inconveniente. Já disse aqui antes o quanto gosto de plissados, não disse?


quarta-feira

O estilo das actrizes baixinhas 4

A senhora que se segue já ganhou um Oscar ao protagonizar o filme Walk the Line ao lado de Joaquin Phoenix. Com apenas 1,56m a legalmente loira tem sempre um ar encantador e eu diria mesmo "arrumadinho e queridinho". No dia a dia, como tem poucos centímetros de perna para mostrar (a cruz das baixotas), opta normalmente por saias e vestidos acima do joelho. Quando a ocasião pede vestido comprido pois inclui passadeira vermelha, é vê-la sempre deslumbrante. Apesar de já ter sido mãe três vezes, não existem vestígios das gravidezes e dos quilos que elas costumam deixar. A elegância está-lhe entranhada. Cá vão as fotos a comprová-lo:











domingo

Blue Jasmine

Quando o Midnight in Paris do Woody Allen estreou em Portugal, uma colega minha gostou tanto do filme que me perguntou se era possível encontrar a versão em livro. Respondi-lhe que isso era muito pouco provável senão impossível pois o Woody Allen não adapta livros ao grande ecrã. Muito pelo contrário. Ele não é apenas realizador, antes de chamar a si esse papel, ele é o argumentista. É por isso que o considero um génio, um génio com quase 80 anos e que à medida que vai ficando mais velho, vai-nos presenteando com produtos cada vez melhores.
Ontem foi a vez de experimentar Blue Jasmine. O melhor filme de Woody Allen? Não! A melhor interpretação de Cate Blanchett? Sem dúvida! Está encontrado o papel em que a actriz de origem australiana conseguiu superar o feito em Elizabeth. Neste, Jasmine não é rainha mas já o foi. Por outras palavras falamos de uma ex-dondoca que após perder tudo o que caracterizava a sua vida milionária, deixa a sua confortável casa de Nova Iorque e se vê obrigada a pedir guarida na modesta habitação da irmã em S. Francisco. Apesar de ostentar todo um guarda-roupa milionário, Jasmine não tem um tostão e tenta recuperar de um esgotamento nervoso, ao mesmo tempo que se esforça para recomeçar do zero. 
Jasmine é uma personagem que nos faz sofrer. É o tipo de pessoa que se conhecêssemos, iríamos querer consolar e sobretudo, forçar a entrada de algum juízo naquela cabeça. 
Ao contrário dos últimos filmes de Woody Allen, este de comédia não tem nada. Ou se era essa a intenção, eu não achei graça em momento algum. Não é coisa para nos fazer chorar copiosamente mas gargalhadas jamais provoca.  
Aconselho vivamente, sobretudo aos admiradores incondicionais de Allen. Entretanto, ficarei a torcer para que o famoso realizador se decida a filmar em Lisboa.