Não sou nem nunca fui perita em graffitis. Não conheço muitos nomes de artistas que lhes estejam associados com excepção dos portugueses Mr. Dheo e Vhils (Alexandre Farto). Nunca li muito sobre o tema, sobretudo no que diz respeito à técnica daí apenas saber que envolve sprays e na maior parte das vezes, muita cor. A única coisa que sempre fiz em relação aos graffitis foi limitar-me a contemplá-los com prazer. Atenção que estou a falar de verdadeiros graffitis, obras de arte cheias de vida pintadas quase sempre em paredes esquecidas e cansadas, mesmo a precisarem de uma boa maquilhagem. Não confundir com tags ou frases cheias de profundidade a incitar à revolução, normalmente cheias de palavrões. Há quem coloque tudo no mesmo saco e classifique de puro vandalismo mas para mim é impossível dar essa classificação aos trabalhos que poderão ver nas fotos abaixo.
Ultimamente o nome que anda nas bocas do mundo é o de Banksy. O artista britânico, cuja identidade poucos conhecem, reúne cada vez mais admiradores e "inimigos" também. O mais recente a integrar este grupo é o Presidente da Câmara de NY, Michael Bloomberg, uma vez que durante este mês de Outubro foi na Big Apple que o polémico artista deixou a sua inconfundível marca. Foi também em NY, mais precisamente em Central Park, que Banksy colocou à venda algumas das suas obras numa pequena banca. Devido à falta de publicidade, o resultado foi um pequeno punhado de dólares ganho, um rendimento nada comparável ao da venda recente de um dos seus trabalhos num leilão por 2 milhões. Mas o que é que faz este graffiter para ter mais destaque e fama do que muitos outros seus semelhantes? Crítica social associado a muito talento. Desenhos que se inserem perfeitamente nos locais onde são deixados. Simplicidade aliada a uma grande dose de originalidade. Já vi graffitis mais grandiosos, em termos de espaço e de cor, mas estes, mais pequenos e mais monocromáticos, têm qualquer coisa. Não sei, talvez seja a dose de humor que contém em si.





