sábado

O mais recente anúncio do perfume Dolce & Gabbana The One...

... and The One for Man é um daqueles que continuará a ser comentado daqui a uns bons anos. Realizado por Martin Scorsese e protagonizado pela dupla de estrelas Scarlett Johansson e Matthew McConaughey, o pequeno filme publicitário está cheio de glamour, sensualidade e luxo. Fez-me recordar, apesar de apresentarem histórias completamente diferentes, o anúncio do Chanel nº 5 realizado por Baz Luhrmann e que tinha como protagonistas a lindíssima Nicole Kidman e o aspirante a estrela para lá das fronteiras do Brasil, Rodrigo Santoro. 
Apesar da maioria das marcas continuar a apostar em modelos para as suas campanhas publicitárias, outras decidem ir mais além e contratar estrelas de cinema para darem a cara pelas suas fragrâncias. O anúncio do J'Adore da Dior não teria tido o mesmo impacto se em vez de Charlize Theron, a prestigiada Casa francesa tivesse optado por uma modelo bonitinha mas ainda assim mais desconhecida que a actriz premiada com um Oscar a mergulhar numa piscina dourada. 
Destes três spots, afirmo sem pensar duas vezes que o meu preferido é o do Chanel Nº 5. Quanto aos vestidos usados pelas actrizes, aí a dificuldade em dar favoritismo a apenas um é bem maior senão impossível. Ora veja-se:






quinta-feira

Lar Doce Lar

Sempre fui menina de frequentar mais as salas de cinema do que as de teatro. Desconfio que se passa o mesmo com a maioria das pessoas. Ver um filme sai mais barato e a oferta é maior. Este ano posso afirmar com toda a certeza que consigo contar pelos dedos de uma mão as vezes que fui ver uma peça. Segunda feira foi noite de acrescentar mais uma à pequena lista. Lar Doce Lar esteve em cena no Tivoli vários meses. Olhei para o cartaz com interesse mas nunca me decidi a comprar bilhetes. Até que uma amiga me disse que era de chorar a rir. Ora se há choro que eu acho que merece ser alimentado é aquele que resulta de umas boas gargalhadas. Por isso, assim que soube que a peça se tinha mudado para o Casino de Lisboa lá fui eu a correr garantir um lugar na plateia.
Espectáculo com Maria Rueff e Joaquim Monchique nunca poderia desiludir e assim foi. Apesar de serem os únicos em palco, cada um deles representa pelo menos 4 personagens diferentes. No final é difícil dizer qual a preferida, qual a mais cómica.
A história passa-se numa residência luxuosa para seniores. Duas amigas de longa data partilham o mesmo quarto. Entre elas trocam-se queixumes, segredos, insultos, lamentos e acusações. Os diálogos são fabulosos, o ritmo nunca diminui. No final, quase desejamos passar os últimos anos da nossa vida num lugar assim, com uma pessoa amiga, com a qual podemos contar mas a qual também podemos insultar.

   

domingo

O tempo entre costuras

Há livros que não queremos que terminem nunca. Começamos a leitura numa noite. Lemos os dois primeiros capítulos. Achamos que a história se calhar vai ser um pouca morna mas insistimos. Uns tempos depois, já chegados quase a meio do livro, desejamos que as páginas por ler continuem por muitos e longos meses. Foi assim com este "O tempo entre costuras" da autora espanhola Maria Dueñas. Não sei por que motivo o comprei. Não me foi aconselhado por ninguém, não li qualquer crítica sobre ele mas vi-o várias vezes em destaque nas prateleiras das livrarias, inclusive numa viagem em Madrid e sempre gostei do título. Li a contracapa e depois de muito pensar, decidi dar-lhe uma oportunidade. Acho que foi a questão do enredo se passar entre Madrid, Marrocos e Lisboa que mais me atraiu. Ou de não se tratar de um romance sobre uma jovem que procura o já mais do que gasto príncipe encantado mas que a vida leva a tornar-se espia numa altura em que os nazis começavam a espalhar-se pela Europa.
Os pormenores históricos misturam-se com a ficção de forma muito confortável. Chega-se a pensar que se calhar a maior parte das personagens existiu mesmo. E há alturas em que uma vez terminado um capítulo, a vontade de ir investigar mais profundamente alguns detalhes aos livros ou sites de História, é irresistível. 
Aconselho vivamente este primeiro romance de Maria Dueñas. E uma vez que este foi o primeiro, ficarei atenta na esperança de que outros publique. 
Às vezes comprar um livro com poucas ou nenhumas referências transforma-se numa experiência agradavelmente positiva. 

   

sexta-feira

Calças pretas...

... nunca são demais no armário de uma mulher. Há que tê-las de todos os feitios e tecidos. Vi estas recentemente no site da Mango e pensei: não deixam de ser pretas mas têm o seu quê de originalidade! Ainda não estive com elas nas mãos mas penso que serão uma boa aquisição, sobretudo para se usar no local de trabalho. 


quarta-feira

O estilo das actrizes baixinhas 5

Eva Longoria é mais uma petite cujo estilo é constantemente elogiado esteja ela a atravessar uma passadeira vermelha ou uma passadeira para peões. A dona de casa desesperada tem apenas 1,57m que compensa sempre com sapatos de salto muito alto. É raro vê-la com calçado raso. Calças justas, lenços ao pescoço, óculos de sol, malas XL e cabelo solto são escolhas frequentes que resultam sempre bem. Lá dizem os sábios: em fórmula vencedora não se mexe. Em eventos especiais é vê-la em vestidos estilo sereia, reveladores, por vezes de cores fortes. 












segunda-feira

Calças (que parecem) de pele

De tempos em tempos, os visuais em cabedal, napa ou outros materiais semelhantes aparecem em força. O ano passo surgiram em grandes quantidades e em várias cores, na nossa tão familiar Zara, umas calças skinny feitas de um material cujo revestimento já lhe ouvi chamar umas vezes de resina e outras de goma. O efeito resultante desse revestimento é que à primeira vista parece que estamos perante umas calças de pele. Depois, à segunda vista (aquela que já inclui ver com as mãos) percebemos que afinal é só parecido com pele. Daí os preços mais acessíveis. E daí, talvez o facto de não alargarem tanto. Se há detalhe que nunca gostei em calças de pele, foi o facto de facilmente alargarem.   
Este ano, devido ao êxito das vendas, mais lojas aderiram à tendência. Encontrei estas hoje na Massimo Dutti. O inconveniente para quem queira comprar umas, será talvez o facto de serem tão justas. No entanto, desengane-se quem acha que são desconfortáveis. Pelo contrário, a liberdade de movimentos é garantida. 

Zara

Zara

Zara

Massimo Dutti

Massimo Dutti

Massimo Dutti

quarta-feira

Concertos esgotados

Depois de ter espreitado os devidos sites e verificado que vários concertos que me interessavam estavam esgotadíssimos, apesar dos preços pouco simpáticos, elaborei uma teoria que é capaz de abanar os alicerces da nossa sociedade: o nosso Governo tem a compra dos bilhetes para os eventos permanentemente vigiada. De tempos em tempos sai um relatório com a seguinte conclusão: "Ora pois bem, parece que ainda temos um bom punhado de pessoas que consegue esgotar os mais caros espectáculos. O que é que isto quer dizer? Não há crise, há muito dinheiro a circular, logo, podemos avançar com mais um corte de salários seja através de impostos ou de redução directa." Estou convicta que é a estas estatísticas que eles vão beber a informação. Chamem-lhe teoria da conspiração, chamem-lhe o que quiserem :)

P.S - É pena que só uma percentagem microscópica consegue dar-se a esse luxo. O justo era que todos pudéssemos ter os nossos empregos para usar parte dos respectivos ganhos em entretenimento. Porque é preciso alimentar o estômago mas nunca nos podemos esquecer de alimentar a alma.