quarta-feira

O Conselheiro

Há já algum tempo que não ia ao cinema. Escolhi O Conselheiro porque achei o elenco - Javier Bardem, Cameron Diaz, Brad Pitt, Michael Fassbender e Penélope Cruz - bastante atraente. No final, a desilusão total. Nunca pensei dizer isto de um filme realizado por Ridley Scott e escrito por Cormac McCarthy mas O Conselheiro é péssimo. Confuso e com muitas pontas soltas no fim da história. Ficamos com a sensação que vimos um filme a que faltam partes. Escapa o desempenho de Cameron Diaz, num dos seus poucos papeis fora do registo cómico e o do actor espanhol que mais uma vez nos brinda com um penteado ridículo (lembram-se do look no Este País não é para Velhos ou no último James Bond?). 
O Conselheiro remete-nos para o tráfico da droga e para a violência e a ganância que o rodeiam. Um advogado rico, apaixonado e bem relacionado, envolve-se num negócio que termina da pior maneira. Pelo meio, alguns diálogos que aparentam grande profundidade mas que se forem bem espremidos, não deitam sumo algum. 
Não aconselho. Tenho dito.


domingo

Um Brunch com vista para o rio

Junta-se-lhe um sol que com os seus potentes raios desafia o frio que se tem sentido. Adiciona-se boa companhia ao cenário e chega-se à receita daquilo a que eu designo de boa vida.
O Brunch Energia do Noobai Café no Miradouro de Santa Catarina superou as minhas expectativas. Comida deliciosa, variada e saudável. A esplanada permite uma vista privilegiada para o Tejo. Dá vontade de ficar numa das mesas a comer, a conversar e a contemplar a paisagem durante horas a fio.
Vários restaurantes passaram a incluir recentemente a opção do Brunch que começa a ter muitos adeptos. Os menus e os preços variam muito e a escolha pode ser difícil. Investiguei os mais divulgados na imprensa e acabei por escolher o Noobai Café por causa do preço mas sobretudo por causa do local. Quando lá chegámos, comentei que às vezes, para se garantir o sucesso de um negócio de restauração, basta encontrar um bom spot.





    

sábado

Vestidos transparentes mas...

... longe de serem ordinários têm invadido as passadeiras vermelhas dos mais importantes eventos hollywoodescos. É claro que as actrizes que os exibem são senhoras que, devido ao facto de serem proprietárias de corpinhos esculturais, o podem fazer sem correrem o risco de passarem vergonhas. Por baixo dos tecidos transparentes, sejam eles tule, organza, rendas ou outros, por norma existe um body tapando o essencial. Vejamos alguns bons exemplos que detectei nos últimos tempos.






  

segunda-feira

Camisolas com aplicações é...

... coisa que existe em grandes quantidades nessa loja essencial à vida de uma mulher que é a Zara. A palete de cores não varia muito ficando-se pelo branco, preto e cinzento mas é o bastante. Pérolas, pedras ou pequenas peças metalizadas tornam uma banal camisola de lã quentinha em algo vistoso, original e chic. As aplicações estão nas golas, nas mangas ou espalhadas. Eu aderi e comprei esta já aqui abaixo repleta de pérolas brancas. Os elogios ao investimento foram muitos!








sábado

O mais recente anúncio do perfume Dolce & Gabbana The One...

... and The One for Man é um daqueles que continuará a ser comentado daqui a uns bons anos. Realizado por Martin Scorsese e protagonizado pela dupla de estrelas Scarlett Johansson e Matthew McConaughey, o pequeno filme publicitário está cheio de glamour, sensualidade e luxo. Fez-me recordar, apesar de apresentarem histórias completamente diferentes, o anúncio do Chanel nº 5 realizado por Baz Luhrmann e que tinha como protagonistas a lindíssima Nicole Kidman e o aspirante a estrela para lá das fronteiras do Brasil, Rodrigo Santoro. 
Apesar da maioria das marcas continuar a apostar em modelos para as suas campanhas publicitárias, outras decidem ir mais além e contratar estrelas de cinema para darem a cara pelas suas fragrâncias. O anúncio do J'Adore da Dior não teria tido o mesmo impacto se em vez de Charlize Theron, a prestigiada Casa francesa tivesse optado por uma modelo bonitinha mas ainda assim mais desconhecida que a actriz premiada com um Oscar a mergulhar numa piscina dourada. 
Destes três spots, afirmo sem pensar duas vezes que o meu preferido é o do Chanel Nº 5. Quanto aos vestidos usados pelas actrizes, aí a dificuldade em dar favoritismo a apenas um é bem maior senão impossível. Ora veja-se:






quinta-feira

Lar Doce Lar

Sempre fui menina de frequentar mais as salas de cinema do que as de teatro. Desconfio que se passa o mesmo com a maioria das pessoas. Ver um filme sai mais barato e a oferta é maior. Este ano posso afirmar com toda a certeza que consigo contar pelos dedos de uma mão as vezes que fui ver uma peça. Segunda feira foi noite de acrescentar mais uma à pequena lista. Lar Doce Lar esteve em cena no Tivoli vários meses. Olhei para o cartaz com interesse mas nunca me decidi a comprar bilhetes. Até que uma amiga me disse que era de chorar a rir. Ora se há choro que eu acho que merece ser alimentado é aquele que resulta de umas boas gargalhadas. Por isso, assim que soube que a peça se tinha mudado para o Casino de Lisboa lá fui eu a correr garantir um lugar na plateia.
Espectáculo com Maria Rueff e Joaquim Monchique nunca poderia desiludir e assim foi. Apesar de serem os únicos em palco, cada um deles representa pelo menos 4 personagens diferentes. No final é difícil dizer qual a preferida, qual a mais cómica.
A história passa-se numa residência luxuosa para seniores. Duas amigas de longa data partilham o mesmo quarto. Entre elas trocam-se queixumes, segredos, insultos, lamentos e acusações. Os diálogos são fabulosos, o ritmo nunca diminui. No final, quase desejamos passar os últimos anos da nossa vida num lugar assim, com uma pessoa amiga, com a qual podemos contar mas a qual também podemos insultar.

   

domingo

O tempo entre costuras

Há livros que não queremos que terminem nunca. Começamos a leitura numa noite. Lemos os dois primeiros capítulos. Achamos que a história se calhar vai ser um pouca morna mas insistimos. Uns tempos depois, já chegados quase a meio do livro, desejamos que as páginas por ler continuem por muitos e longos meses. Foi assim com este "O tempo entre costuras" da autora espanhola Maria Dueñas. Não sei por que motivo o comprei. Não me foi aconselhado por ninguém, não li qualquer crítica sobre ele mas vi-o várias vezes em destaque nas prateleiras das livrarias, inclusive numa viagem em Madrid e sempre gostei do título. Li a contracapa e depois de muito pensar, decidi dar-lhe uma oportunidade. Acho que foi a questão do enredo se passar entre Madrid, Marrocos e Lisboa que mais me atraiu. Ou de não se tratar de um romance sobre uma jovem que procura o já mais do que gasto príncipe encantado mas que a vida leva a tornar-se espia numa altura em que os nazis começavam a espalhar-se pela Europa.
Os pormenores históricos misturam-se com a ficção de forma muito confortável. Chega-se a pensar que se calhar a maior parte das personagens existiu mesmo. E há alturas em que uma vez terminado um capítulo, a vontade de ir investigar mais profundamente alguns detalhes aos livros ou sites de História, é irresistível. 
Aconselho vivamente este primeiro romance de Maria Dueñas. E uma vez que este foi o primeiro, ficarei atenta na esperança de que outros publique. 
Às vezes comprar um livro com poucas ou nenhumas referências transforma-se numa experiência agradavelmente positiva.