segunda-feira

Cirque du Soleil - Dralion

Todos os anos, sempre que era anunciado o regresso do Cirque du Soleil a Lisboa, eu dizia para comigo: ahh, vai ser este ano! No entanto, vários espectáculos foram apresentados no ex-Pavilhão Atlântico, hoje Meo Arena e moi, nada de lá meter os pés. Ora pois que 2014 foi o ano da reviravolta. Ontem finalmente vi o famoso circo de origem canadiana que tem fama de ter na sua equipa, os melhores artistas recrutados muitas vezes entre ex-atletas olímpicos. 
A expressão "espectáculo de luz e de cor" é perfeita para o descrever. A música é tocada ao vivo e os cantores circulam pelo palco ao mesmo tempo que acrobatas, malabaristas ou bailarinos fazem o que sabem fazer melhor: números que parecem fáceis mas que um ser humano normal jamais conseguiria levar a bom cabo sem partir todas os ossos do corpo. Os asiáticos dominam apesar de já ter lido algures que há colaboradores de várias nacionalidades. São eles que fecham a sessão com um número fantástico que eu designo de " saltar à corda". Quanto ao meu número preferido, sem dúvida que tenho de eleger o dos trampolins. Simplesmente, perfeito. 


  

domingo

Malas pequenas...

... mas com espaço suficiente para transportar o necessário é o que uma amiga minha mais procura ultimamente. Diz ela que se apercebeu que desde que tem filhos que não pode andar por aí com malas grandes a carregar este mundo e o outro. Daí que nos últimos tempos só compre malas para colocar à tira colo e de tamanho reduzido. Ontem incumbiu-me de investigar na Bimba & Lola o que é que havia nos saldos que correspondesse a esta descrição. Como ela é menina de usar quase sempre preto e derivados, descobri dois modelos que lhe poderão agradar. Aqui estão eles:





A vida secreta de Walter Mitty

Depois da melancolia de sexta feira provocada pelo filme 12 Anos Escravo, achei que era impreterível ver outro que me restaurasse o ânimo. Várias pessoas aconselharam-me o filme realizado e protagonizado por Ben Stiller e perante tantos elogios, lá fui eu sem medos. Excelente escolha. O argumento deixa-nos a pensar e a sorrir. Um homem de 42 anos que leva uma vida rotineira e que nunca fez nada de notável, tem por hábito sonhar acordado. Nesses sonhos, ele embarca em aventuras audazes e heróicas. No dia em que o seu emprego na revista Life, como gestor dos negativos das fotos que os mais famosos fotógrafos lhe enviam, fica em perigo, ele resolve deixar de sonhar e começa a agir. A busca por um negativo importante desaparecido leva-o à Gronelândia, à Islândia, ao Afeganistão e aos Himalaias. Walter faz por fim muito de notável, isto sempre rodeado por paisagens de cortar a respiração.
A Vida Secreta de Walter Mitty faz os tímidos pensarem na hipótese de que se calhar deviam ousar um pouco e provoca nos audazes a vontade de acrescentarem ainda mais adrenalina às suas vidas. Eu faço parte do segundo grupo. Ando aqui há muito tempo em pensar em fazer uma viagem maluca sozinha. Sempre que falo no assunto aos meus amigos, tentam-me dissuadir mas estou em crer que 2014 vai ser o ano. Não será algo tão ambicioso como ir aos Himalaias. No way. Sobretudo porque não gosto de frio. Mas algo assim nos trópicos já é de pensar. A ver vamos se passo dos sonhos à acção. 


        

sábado

Vem aí a Topshop

Eu bem que tinha visto, aqui há uns tempos, o anúncio no site da Michael Page pedindo colaboradores para a Topshop. E agora, parece estar confirmado que a marca vai abrir portas no Colombo. Já não teremos apenas à disposição a possibilidade de comprarmos peças online. Agora não serão só os olhos a ver mas também as mãos. Antes de comprar vamos poder tocar e experimentar.  


12 Anos Escravo

Desde que foi anunciada a estreia de 12 Anos Escravo que suspeitava de dois factos: 1. que ia indiscutivelmente ver este filme devido às suas várias nomeações para prémios; 2. que não ia sair muito feliz da sala de cinema. Tudo o que é livro, série ou filme com temáticas relacionadas com a escravatura e com o holocausto sempre tiveram o condão de me deixar com uma mistura de três sentimentos pouco saudáveis: indignação, revolta e pena. Na obra realizada por Steve McQueen só há espaço para os dois primeiros. Lágrimas só no fim, mesmo nos últimos 30 segundos. Durante o resto do tempo, qualquer espectador com o mínimo de sensibilidade, esquece que deve ter pena de Solomon - o escravo livre que levava uma existência feliz com a sua mulher e filhos em Nova Iorque - e a única coisa que lhe apetece é esmurrar os vários homens e mulheres cruéis que desfilam no ecrã. Quem achou A Lista de Schindler muito perturbante, não terá estômago para ver este 12 Anos Escravo. É o retrato de como há pessoas boas, más e outras muito más. Daquelas com as quais nunca nos queremos cruzar na vida. 
Se nos conseguirmos abstrair da história e concentrarmos-nos apenas nos restantes pormenores, há que elogiar: a magnífica fotografia e o desempenho fabuloso dos actores. Chiwetel Ejiofor é Solomon Northup. Lembro-me da cara dele de Amistad, outro filme sobre escravatura e de O Amor Acontece. Nunca pensei que este actor que sempre esteve longe dos grandes papéis pudesse exprimir com tanta perfeição o sofrimento atroz que o atormenta, apenas através do olhar. Steve McQueen filmou grandes planos da sua face durante longos segundos. E o olhar diz tudo.
Depois há Lupita Nyong'o, estreante nestas andanças mas cujo desempenho já deu origem a rumores de que é ela que vai ganhar o Oscar de Melhor Actriz Secundária. A actriz é a personagem central de uma das cenas mais marcantes e cruéis do filme. 
Finalmente Michael Fassbender, encarnando Edwin Epps, o ser humano mais execrável da história. O charmoso actor é tão bem sucedido a representar Epps, que esse dito charme é totalmente esquecido e substituído por asco. 
Aconselho a que vejam 12 Anos Escravo. Para os mais sensíveis quero aqui deixar o aviso que devem ir preparados.


   

segunda-feira

Frozen

Há filmes que nos aquecem o coração. Saímos da sala com a sensação de que deixámos lá o que era mau e só ficámos com o que é bom. É quase sempre assim quando vamos ver filmes de animação e Frozen não foi excepção. Fui obrigada a ver a versão dobrada em Português por causa da criança que me acompanhava mas penso que a qualidade não se perdeu. A história é bonita, a banda sonora maravilhosa e depois há aquele personagem para lá de fofinho que é o Olaf, o boneco de neve que gosta de abracinhos calorosos e que sonha em conhecer o Verão. É verdade, o Verão. O pobre desconhece que o calor nunca lhe trará nada de agradável.
Se há coisa que está garantido nos filmes da Disney, Dreamworks ou Pixar é a abundância de cores, o humor e os finais felizes. Já não se transformam em filmes apenas os contos de fadas mais antigos e famosos, pelo contrário, a tendência são novos enredos (como o de Madagáscar), heroínas e heróis que ninguém julgaria que o pudessem ser (o caso do Shrek e da Fiona, por exemplo), vilões engraçados e claro, muitas canções que ficam na memória. Hoje estive todo o dia a cantarolar no trabalho "Vem fazer bonecos de neve", o que ao fim de umas quantas horas já se tinha tornado incomodativo para os meus colegas. Estou em crer que uma ou outra canção vai ser nomeada para os Oscars.




domingo

As prendas de Natal mais originais deste ano

Quem me conhece sabe que sou apaixonada por Pugs

Perfeito para decorar uma das minhas paredes

Os mais recentes anjos da minha colecção

Todos foram oferecidos este Natal!

Feito em crochet

Este vai servir para guardar chocolates

Feito com massa

Feito com pauzinhos de gelado

sábado

Um anel da Bimba & Lola...

... que vi na mão de uma amiga e que achei, pela sua simplicidade, muito bonito. Além disso, trata-se de um lacinho e um lacinho conquista-me sempre.


Os pijamas da Women' Secret...

...com desenhos de cupcakes são dos mais originais que a marca já colocou à disposição de quem gosta de dormir com roupa confortável mas ao mesmo tempo, gira. Agora que os saldos estão aí, há que aproveitar estes pijamas engraçados com preços que baixaram, nalguns casos, para metade.
Para quem não é grande apreciadora dos famosos bolinhos existem outros desenhos que prestam homenagem à Pantera Cor de Rosa, ou à Hello Kitty, por exemplo.
Aqui vai o meu Top 3:











terça-feira

Festejar o Natal...

... é estar com aqueles de quem gostamos, é recordar os que já partiram, é ter vários lanches ou jantares de Natal com os amigos prévios ao jantar de Consoada em família, é dar e receber presentes, é ter tempo para uma oração, é comer bacalhau e sobremesas calóricas, é enviar e receber infinitas mensagens, é sentir o espírito no ar, é ver desenhos animados non stop na televisão, é ver crianças a abrirem deliciadas os seus presentes, é cobrir-nos com uma manta ou aquecer-nos à lareira, é ir à Missa do Galo, é darmos abracinhos colectivos, é consolar os que precisam de ser consolados, é sermos mais generosos. 
Aconteça o que acontecer nos anos que virão, arranjarei sempre maneira de ter em conta o que detalhei acima e de fazer pelo menos uma dessas acções. 
Um Feliz Natal para todos!   

Last Vegas

No Sábado passado foi dia de ver essa comédia que tanto prometia intitulada Last Vegas. O elenco, composto por quatro pesos pesados de Hollywood, exigia toda a minha atenção. O veredicto? A melhor comédia que vi nos últimos tempos. Se já estivesse por aí em DVD e não nas salas de cinema, compraria o filme só para o vermos em família amanhã no dia de Natal depois do devido repasto. O argumento é simples mas na medida certa: um grupo de amigos que já passou a barreira dos 60 e que se conhecem desde a infância, reúne-se em Las Vegas para festejar em grande a despedida de solteiro de um deles. Resultado: piadas excelentes, interpretações sem falhas, um Morgan Freeman do qual nunca me canso, uma interpretação a quatro cheia de cumplicidade entre os protagonistas e uns quantos actores secundários que souberam estar à altura dos veteranos. Pelo meio a mensagem de que a vida não pára só porque já temos umas valentes décadas em cima do lombo. É tudo uma questão de espírito de aventura, de coragem e de saber manter os que nos são mais queridos por perto. 



sábado

Mandela

Morreu um homem bom. Um homem que viveu segundo a máxima de sempre dar a outra face. Precisamos de pelo menos um par de milhões de líderes como ele para conseguirmos ter um mundo mais decente. 




quarta-feira

O Conselheiro

Há já algum tempo que não ia ao cinema. Escolhi O Conselheiro porque achei o elenco - Javier Bardem, Cameron Diaz, Brad Pitt, Michael Fassbender e Penélope Cruz - bastante atraente. No final, a desilusão total. Nunca pensei dizer isto de um filme realizado por Ridley Scott e escrito por Cormac McCarthy mas O Conselheiro é péssimo. Confuso e com muitas pontas soltas no fim da história. Ficamos com a sensação que vimos um filme a que faltam partes. Escapa o desempenho de Cameron Diaz, num dos seus poucos papeis fora do registo cómico e o do actor espanhol que mais uma vez nos brinda com um penteado ridículo (lembram-se do look no Este País não é para Velhos ou no último James Bond?). 
O Conselheiro remete-nos para o tráfico da droga e para a violência e a ganância que o rodeiam. Um advogado rico, apaixonado e bem relacionado, envolve-se num negócio que termina da pior maneira. Pelo meio, alguns diálogos que aparentam grande profundidade mas que se forem bem espremidos, não deitam sumo algum. 
Não aconselho. Tenho dito.


domingo

Um Brunch com vista para o rio

Junta-se-lhe um sol que com os seus potentes raios desafia o frio que se tem sentido. Adiciona-se boa companhia ao cenário e chega-se à receita daquilo a que eu designo de boa vida.
O Brunch Energia do Noobai Café no Miradouro de Santa Catarina superou as minhas expectativas. Comida deliciosa, variada e saudável. A esplanada permite uma vista privilegiada para o Tejo. Dá vontade de ficar numa das mesas a comer, a conversar e a contemplar a paisagem durante horas a fio.
Vários restaurantes passaram a incluir recentemente a opção do Brunch que começa a ter muitos adeptos. Os menus e os preços variam muito e a escolha pode ser difícil. Investiguei os mais divulgados na imprensa e acabei por escolher o Noobai Café por causa do preço mas sobretudo por causa do local. Quando lá chegámos, comentei que às vezes, para se garantir o sucesso de um negócio de restauração, basta encontrar um bom spot.





    

sábado

Vestidos transparentes mas...

... longe de serem ordinários têm invadido as passadeiras vermelhas dos mais importantes eventos hollywoodescos. É claro que as actrizes que os exibem são senhoras que, devido ao facto de serem proprietárias de corpinhos esculturais, o podem fazer sem correrem o risco de passarem vergonhas. Por baixo dos tecidos transparentes, sejam eles tule, organza, rendas ou outros, por norma existe um body tapando o essencial. Vejamos alguns bons exemplos que detectei nos últimos tempos.






  

segunda-feira

Camisolas com aplicações é...

... coisa que existe em grandes quantidades nessa loja essencial à vida de uma mulher que é a Zara. A palete de cores não varia muito ficando-se pelo branco, preto e cinzento mas é o bastante. Pérolas, pedras ou pequenas peças metalizadas tornam uma banal camisola de lã quentinha em algo vistoso, original e chic. As aplicações estão nas golas, nas mangas ou espalhadas. Eu aderi e comprei esta já aqui abaixo repleta de pérolas brancas. Os elogios ao investimento foram muitos!








sábado

O mais recente anúncio do perfume Dolce & Gabbana The One...

... and The One for Man é um daqueles que continuará a ser comentado daqui a uns bons anos. Realizado por Martin Scorsese e protagonizado pela dupla de estrelas Scarlett Johansson e Matthew McConaughey, o pequeno filme publicitário está cheio de glamour, sensualidade e luxo. Fez-me recordar, apesar de apresentarem histórias completamente diferentes, o anúncio do Chanel nº 5 realizado por Baz Luhrmann e que tinha como protagonistas a lindíssima Nicole Kidman e o aspirante a estrela para lá das fronteiras do Brasil, Rodrigo Santoro. 
Apesar da maioria das marcas continuar a apostar em modelos para as suas campanhas publicitárias, outras decidem ir mais além e contratar estrelas de cinema para darem a cara pelas suas fragrâncias. O anúncio do J'Adore da Dior não teria tido o mesmo impacto se em vez de Charlize Theron, a prestigiada Casa francesa tivesse optado por uma modelo bonitinha mas ainda assim mais desconhecida que a actriz premiada com um Oscar a mergulhar numa piscina dourada. 
Destes três spots, afirmo sem pensar duas vezes que o meu preferido é o do Chanel Nº 5. Quanto aos vestidos usados pelas actrizes, aí a dificuldade em dar favoritismo a apenas um é bem maior senão impossível. Ora veja-se:






quinta-feira

Lar Doce Lar

Sempre fui menina de frequentar mais as salas de cinema do que as de teatro. Desconfio que se passa o mesmo com a maioria das pessoas. Ver um filme sai mais barato e a oferta é maior. Este ano posso afirmar com toda a certeza que consigo contar pelos dedos de uma mão as vezes que fui ver uma peça. Segunda feira foi noite de acrescentar mais uma à pequena lista. Lar Doce Lar esteve em cena no Tivoli vários meses. Olhei para o cartaz com interesse mas nunca me decidi a comprar bilhetes. Até que uma amiga me disse que era de chorar a rir. Ora se há choro que eu acho que merece ser alimentado é aquele que resulta de umas boas gargalhadas. Por isso, assim que soube que a peça se tinha mudado para o Casino de Lisboa lá fui eu a correr garantir um lugar na plateia.
Espectáculo com Maria Rueff e Joaquim Monchique nunca poderia desiludir e assim foi. Apesar de serem os únicos em palco, cada um deles representa pelo menos 4 personagens diferentes. No final é difícil dizer qual a preferida, qual a mais cómica.
A história passa-se numa residência luxuosa para seniores. Duas amigas de longa data partilham o mesmo quarto. Entre elas trocam-se queixumes, segredos, insultos, lamentos e acusações. Os diálogos são fabulosos, o ritmo nunca diminui. No final, quase desejamos passar os últimos anos da nossa vida num lugar assim, com uma pessoa amiga, com a qual podemos contar mas a qual também podemos insultar.

   

domingo

O tempo entre costuras

Há livros que não queremos que terminem nunca. Começamos a leitura numa noite. Lemos os dois primeiros capítulos. Achamos que a história se calhar vai ser um pouca morna mas insistimos. Uns tempos depois, já chegados quase a meio do livro, desejamos que as páginas por ler continuem por muitos e longos meses. Foi assim com este "O tempo entre costuras" da autora espanhola Maria Dueñas. Não sei por que motivo o comprei. Não me foi aconselhado por ninguém, não li qualquer crítica sobre ele mas vi-o várias vezes em destaque nas prateleiras das livrarias, inclusive numa viagem em Madrid e sempre gostei do título. Li a contracapa e depois de muito pensar, decidi dar-lhe uma oportunidade. Acho que foi a questão do enredo se passar entre Madrid, Marrocos e Lisboa que mais me atraiu. Ou de não se tratar de um romance sobre uma jovem que procura o já mais do que gasto príncipe encantado mas que a vida leva a tornar-se espia numa altura em que os nazis começavam a espalhar-se pela Europa.
Os pormenores históricos misturam-se com a ficção de forma muito confortável. Chega-se a pensar que se calhar a maior parte das personagens existiu mesmo. E há alturas em que uma vez terminado um capítulo, a vontade de ir investigar mais profundamente alguns detalhes aos livros ou sites de História, é irresistível. 
Aconselho vivamente este primeiro romance de Maria Dueñas. E uma vez que este foi o primeiro, ficarei atenta na esperança de que outros publique. 
Às vezes comprar um livro com poucas ou nenhumas referências transforma-se numa experiência agradavelmente positiva.