Oscars, Emmys, Grammys e neste caso, Golden Globes são cerimónias nas quais são sempre atribuídos dois tipos de prémios, uns oficiais e que se destinam aos melhores filmes, séries e música e outros não oficiais que premeiam os melhores looks e que resultam da opinião do público em geral e não apenas de experts na matéria. Depois, é claro que também há os piores e que devem sempre ser destacados para que fique bem claro o que é que não é propriamente bonito.
Primeiro, os melhores:
Naomi Watts em Tom Ford
Olivia Wilde muito grávida em Gucci
Sofia Vergara em Zac Posen
Mila Kunis em Gucci
Outra grávida estilosa, Kerry Washington em Balenciaga
Todos os anos, sempre que era anunciado o regresso do Cirque du Soleil a Lisboa, eu dizia para comigo: ahh, vai ser este ano! No entanto, vários espectáculos foram apresentados no ex-Pavilhão Atlântico, hoje Meo Arena e moi, nada de lá meter os pés. Ora pois que 2014 foi o ano da reviravolta. Ontem finalmente vi o famoso circo de origem canadiana que tem fama de ter na sua equipa, os melhores artistas recrutados muitas vezes entre ex-atletas olímpicos.
A expressão "espectáculo de luz e de cor" é perfeita para o descrever. A música é tocada ao vivo e os cantores circulam pelo palco ao mesmo tempo que acrobatas, malabaristas ou bailarinos fazem o que sabem fazer melhor: números que parecem fáceis mas que um ser humano normal jamais conseguiria levar a bom cabo sem partir todas os ossos do corpo. Os asiáticos dominam apesar de já ter lido algures que há colaboradores de várias nacionalidades. São eles que fecham a sessão com um número fantástico que eu designo de " saltar à corda". Quanto ao meu número preferido, sem dúvida que tenho de eleger o dos trampolins. Simplesmente, perfeito.
... mas com espaço suficiente para transportar o necessário é o que uma amiga minha mais procura ultimamente. Diz ela que se apercebeu que desde que tem filhos que não pode andar por aí com malas grandes a carregar este mundo e o outro. Daí que nos últimos tempos só compre malas para colocar à tira colo e de tamanho reduzido. Ontem incumbiu-me de investigar na Bimba & Lola o que é que havia nos saldos que correspondesse a esta descrição. Como ela é menina de usar quase sempre preto e derivados, descobri dois modelos que lhe poderão agradar. Aqui estão eles:
Depois da melancolia de sexta feira provocada pelo filme 12 Anos Escravo, achei que era impreterível ver outro que me restaurasse o ânimo. Várias pessoas aconselharam-me o filme realizado e protagonizado por Ben Stiller e perante tantos elogios, lá fui eu sem medos. Excelente escolha. O argumento deixa-nos a pensar e a sorrir. Um homem de 42 anos que leva uma vida rotineira e que nunca fez nada de notável, tem por hábito sonhar acordado. Nesses sonhos, ele embarca em aventuras audazes e heróicas. No dia em que o seu emprego na revista Life, como gestor dos negativos das fotos que os mais famosos fotógrafos lhe enviam, fica em perigo, ele resolve deixar de sonhar e começa a agir. A busca por um negativo importante desaparecido leva-o à Gronelândia, à Islândia, ao Afeganistão e aos Himalaias. Walter faz por fim muito de notável, isto sempre rodeado por paisagens de cortar a respiração.
A Vida Secreta de Walter Mitty faz os tímidos pensarem na hipótese de que se calhar deviam ousar um pouco e provoca nos audazes a vontade de acrescentarem ainda mais adrenalina às suas vidas. Eu faço parte do segundo grupo. Ando aqui há muito tempo em pensar em fazer uma viagem maluca sozinha. Sempre que falo no assunto aos meus amigos, tentam-me dissuadir mas estou em crer que 2014 vai ser o ano. Não será algo tão ambicioso como ir aos Himalaias. No way. Sobretudo porque não gosto de frio. Mas algo assim nos trópicos já é de pensar. A ver vamos se passo dos sonhos à acção.
Eu bem que tinha visto, aqui há uns tempos, o anúncio no site da Michael Page pedindo colaboradores para a Topshop. E agora, parece estar confirmado que a marca vai abrir portas no Colombo. Já não teremos apenas à disposição a possibilidade de comprarmos peças online. Agora não serão só os olhos a ver mas também as mãos. Antes de comprar vamos poder tocar e experimentar.
Desde que foi anunciada a estreia de 12 Anos Escravo que suspeitava de dois factos: 1. que ia indiscutivelmente ver este filme devido às suas várias nomeações para prémios; 2. que não ia sair muito feliz da sala de cinema. Tudo o que é livro, série ou filme com temáticas relacionadas com a escravatura e com o holocausto sempre tiveram o condão de me deixar com uma mistura de três sentimentos pouco saudáveis: indignação, revolta e pena. Na obra realizada por Steve McQueen só há espaço para os dois primeiros. Lágrimas só no fim, mesmo nos últimos 30 segundos. Durante o resto do tempo, qualquer espectador com o mínimo de sensibilidade, esquece que deve ter pena de Solomon - o escravo livre que levava uma existência feliz com a sua mulher e filhos em Nova Iorque - e a única coisa que lhe apetece é esmurrar os vários homens e mulheres cruéis que desfilam no ecrã. Quem achou A Lista de Schindler muito perturbante, não terá estômago para ver este 12 Anos Escravo. É o retrato de como há pessoas boas, más e outras muito más. Daquelas com as quais nunca nos queremos cruzar na vida.
Se nos conseguirmos abstrair da história e concentrarmos-nos apenas nos restantes pormenores, há que elogiar: a magnífica fotografia e o desempenho fabuloso dos actores. Chiwetel Ejiofor é Solomon Northup. Lembro-me da cara dele de Amistad, outro filme sobre escravatura e de O Amor Acontece. Nunca pensei que este actor que sempre esteve longe dos grandes papéis pudesse exprimir com tanta perfeição o sofrimento atroz que o atormenta, apenas através do olhar. Steve McQueen filmou grandes planos da sua face durante longos segundos. E o olhar diz tudo.
Depois há Lupita Nyong'o, estreante nestas andanças mas cujo desempenho já deu origem a rumores de que é ela que vai ganhar o Oscar de Melhor Actriz Secundária. A actriz é a personagem central de uma das cenas mais marcantes e cruéis do filme.
Finalmente Michael Fassbender, encarnando Edwin Epps, o ser humano mais execrável da história. O charmoso actor é tão bem sucedido a representar Epps, que esse dito charme é totalmente esquecido e substituído por asco.
Aconselho a que vejam 12 Anos Escravo. Para os mais sensíveis quero aqui deixar o aviso que devem ir preparados.
Há filmes que nos aquecem o coração. Saímos da sala com a sensação de que deixámos lá o que era mau e só ficámos com o que é bom. É quase sempre assim quando vamos ver filmes de animação e Frozen não foi excepção. Fui obrigada a ver a versão dobrada em Português por causa da criança que me acompanhava mas penso que a qualidade não se perdeu. A história é bonita, a banda sonora maravilhosa e depois há aquele personagem para lá de fofinho que é o Olaf, o boneco de neve que gosta de abracinhos calorosos e que sonha em conhecer o Verão. É verdade, o Verão. O pobre desconhece que o calor nunca lhe trará nada de agradável.
Se há coisa que está garantido nos filmes da Disney, Dreamworks ou Pixar é a abundância de cores, o humor e os finais felizes. Já não se transformam em filmes apenas os contos de fadas mais antigos e famosos, pelo contrário, a tendência são novos enredos (como o de Madagáscar), heroínas e heróis que ninguém julgaria que o pudessem ser (o caso do Shrek e da Fiona, por exemplo), vilões engraçados e claro, muitas canções que ficam na memória. Hoje estive todo o dia a cantarolar no trabalho "Vem fazer bonecos de neve", o que ao fim de umas quantas horas já se tinha tornado incomodativo para os meus colegas. Estou em crer que uma ou outra canção vai ser nomeada para os Oscars.