Ultimam-se os preparativos para a manifestação da Geração à Rasca que irá decorrer no próximo Sábado dia 12 de Março. Não tenho grandes expectativas em relação a este evento cujo resultado todos esperamos que seja grandioso e sobretudo, memorável. A minha falta de entusiasmo prende-se com o facto de que não é segredo para ninguém que nós os portugueses somos de brandíssimos costumes. O espírito ao estilo Padeira de Aljubarrota está há muitos anos em coma entre as gentes lusas. Dos últimos tempos, só tenho memória de duas manifestações que causaram furor no país: a marcha silenciosa pelas vítimas da Casa Pia e a manifestação dos Professores contra as tão famosas e odiadas avaliações. Qualquer uma das duas não surtiu grande efeito pois os culpados do caso Casa Pia ( agora sim já podem ser chamados de culpados ) continuam em liberdade e os Professores foram de facto avaliados.
De qualquer forma e porque não quero ser mais uma daquelas pessoas que se queixa do conformismo dos portugueses e que na prática, adopta a mesma atitude, vou estar presente na manifestação, não por mim, que graças ao Divino tenho tido sempre estabilidade profissional e adoro o meu trabalho, mas por todos os jovens que terminam os seus estudos ( superiores ou não ) cheios de sonhos e deparam-se com pesadelos. Tenho amigos que sempre, repito, sempre trabalharam a recibos verdes, outros que nunca conseguiram exercer a profissão para a qual estudaram e por fim, outros ainda que têm dois e três empregos para poderem fazer face às despesas que precisam pagar todos os meses. Last but not least, tenho o meu namorado a viver em Moçambique, a 11 horas de avião de distância de mim porque o mercado português não o conseguiu reter.
Por todos eles vou à Av. da Liberdade no dia 12 de Março.
Em certa medida concordo com a teu presságio. Somos de facto de brandos costumes. O encanto de uma boa causa tem outro sabor por outras terras. Vejam-se as manifs em França. Prevejo que a adesão não seja massiva.
ResponderEliminarAcho que não devemos ficar em casa. Sobretudo demonstrar o nosso descontentamento pacificamente. Para mim não teve ter suporte de partidos, nem de quaisquer outras ideologias. Apenas a expressão da nossa cidadania de desagrado pela situação.
A minha opinião vem dos tempos das supostas "vacas gordas". Os nossos políticos e gestores públicos, em geral, na sua maioria, da esquerda à direita, de alto a baixo, são medíocres! Nem vou falar da corrupção, compadrio, interesses obscuros e trafico de influencias.
E lanço o repto: porque é que eles, políticos e gestores públicos e outros que tais não são avaliados pelo seu desempenho? Qualquer um de nós é avaliado nas suas empresas. E aliás, eles têm começado a incluir esquemas de avaliação em algumas classes profissionais. E bem! Mas faltam os políticos.
Um bem-haja aqui de Maputo. Amanhã estarei à porta da Embaixada de Portugal