Depois de um "Quantum of Solace" que deixou muito a desejar, eis que Sam Mendes realiza um 007 à altura de Casino Royale e dos outrora protagonizados por esse grande senhor que é Sean Connery (para muitos, o melhor Bond de sempre). Acção com história é a oferenda desta vez e não apenas acção, acção, acção. Um Q renovado. Momentos de humor à mistura com momentos dramáticos. O melhor vilão de sempre desempenhado por um Javier Bardem que mais uma vez se apresenta ao serviço com um penteado hediondo. Pior do que em "Este país não é para velhos". Duas Bond Girls: uma pouco curvilínea, a outra, moça sensual, parece que é a rainha da festa mas depois vai-se a ver e sofre às mãos de Silva (Bardem), coitadinha. Manteve-se igualmente Judi Dench no papel de M, personagem que está mais do que nunca no centro da história e um genérico com a voz de uma cantora poderosa - Adele.
A acção decorre em Istambul, Londres, Xangai e finalmente na Escócia, onde Bond tem as suas raízes. Ficamos a conhecer a casa onde nasceu e viveu com os seus pais. A personagem ganha um passado e família.
Um dos filmes mais brilhantes da saga 007. Não só porque nos mostra um Bond mais vulnerável como apresenta questões como o envelhecimento ou a oposição velhos métodos versus a inovação.
Por fim, Daniel Craig está cada vez melhor. Fui uma das vozes que se manifestou contra a escolha do actor para o mítico papel mas agora sou a primeira a afirmar que para mim ganhou a medalha de prata. Connery é, claro está, a medalha de ouro e a de bronze atribuo-a a Roger Moore.
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