Há escritores que escrevem histórias que estão destinadas a nunca serem esquecidas. A obra de Victor Hugo é com certeza uma delas. Musical de sucesso tanto na Broadway como no West End, já foi adaptada ao cinema pelo menos duas vezes. Ainda recentemente vi na televisão a versão protagonizada por Liam Neeson e Uma Thurman nos papeis de Jean Valjean e Fantine, respectivamente. Ontem foi a vez de experimentar a versão de Tom Hooper, vencedor do Oscar para Melhor Realizador com o Discurso do Rei. Já sabia que desta vez iria ver um musical. Já sabia igualmente que os actores cantavam acompanhados pela orquestra no momento em que gravavam as cenas. Nada de gravações à parte em estúdio e playback nas cenas. Não, aqui a ideia era cantar e representar ao mesmo tempo. O resultado é um filme que não tem diálogos que não sejam cantados. Pode haver uma frase ou outra no meio das canções mas é só. Até Russell Crowe ( o temível Javert) canta sempre que surge em cena. E mesmo não se saindo tão bem quanto Hugh Jackman, a verdade é que a tarefa não lhe corre assim muito mal. Quem se porta melhor são, no entanto, as representantes femininas do elenco. Anne Hathaway levou às lágrimas todas as mulheres que se encontravam comigo na sala do cinema ao cantar a mais célebre canção de Os Miseráveis - I Dreamed a Dream - assim como Éponine com On My Own.
Além do elenco fabuloso, é a caracterização e sobretudo o som, com origem numa orquestra arrebatadora, que faz deste filme mais uma obra de que Tom Hooper se pode orgulhar.
Quem gosta de musicais tem de ver obrigatoriamente Os Miseráveis.
Também foi a primeira vez que me obriguei a ir ver um musical. Gostei bastante, mais do que o filme em si (e das músicas), gostei da adaptação da historia, que achei bastante bem feita.
ResponderEliminarNão te esqueças que ainda há a mini série com o Gérard Depardieu (valjean) e John Malkovich (javert).