Finalmente fui ver o filme que tem vindo a arrebatar tudo o que é prémio. Já tinha ouvido críticas muito boas mas não estava preparada para o excelente resultado final que saiu das mãos do Ben Affleck, já premiado com um Oscar da Academia pelo argumento de O Bom Rebelde. Logo nos primeiros minutos, durante a narração por uma voz feminina do que se passou no Irão antes da tomada de reféns dos norte-americanos em 1979, percebi que aquilo ia correr bem. A montagem é talvez o melhor de Argo, em 2º lugar diria que o desempenho de Alan Arkin que à medida que vai envelhecendo vai ficando cada vez melhor actor. As suas tiradas são os únicos momentos de humor do filme.
A preocupação com os detalhes está presente em todas as cenas, sobretudo no guarda-roupa, caracterização e objectos.
A personagem de Ben Affleck, derrubado pelo peso da responsabilidade que carrega nos ombros, nunca sorri, demonstrando uma serenidade que esconde a tensão a que está sujeito.
Argo, assim como Lincoln, o seu maior rival nos Oscars, apresentam-nos dois momentos da história dos EUA. E se há uma função que o cinema tem é o de nos ensinar História. Argo fala de um segredo da CIA muito bem escondido até ter sido autorizada a sua divulgação pelo Presidente Clinton.
Quem não viu deve ir ver. Um dos melhores filmes de 2012, sem dúvida.
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