Ontem à noite e durante cerca de 7 minutos, os barcos que vão para a margem sul, os eléctricos que percorrem as 7 colinas, os sinos das igrejas, as buzinas dos bombeiros e dos comboios da linha de Cascais formaram uma Orquestra e tocaram para um vasto público que encheu o Terreiro do Paço. Este era o principal ponto de escuta do espectáculo que resultou da perfeita união dos sons típicos de Lisboa que nos são tão familiares. Outros pontos de escuta à disposição foram o Rossio, o Miradouro de S. Pedro de Alcântara e o Castelo. Apesar de achar que a divulgação na Imprensa foi modesta a verdade é que a Praça do Comércio estava cheia. De pessoas e de tecnologia pois no momento em que foi lançado o very light, sinónimo que o concerto ia começar, os tablets e os telemóveis surgiram aos milhares. Tudo para gravar e mais tarde recordar o singular momento que se viveu. O silêncio e o respeito foi bonito mas mais bonito ainda foi ver a lua cheia espelhada nas águas do Tejo.
Não sei quem teve a original ideia. Não sei se isto saiu tudo da cabeça do António Costa. A verdade é que o evento suscitou-me curiosidade e admiração por quem o planeou e por quem o levou a cabo.
Adorei e aposto que os turistas também adoraram pois muitos deles que por ali circulavam de certeza que nunca viram algo do género tal eram os sorrisos de satisfação.
Para completar a noite percorremos o Passeio da Ribeira das Naus, a obra mais bonita feita na capital nos últimos tempos. Lisboa está cada vez mais bem apetrechada de locais de lazer.
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