... quando se volta de Nova Iorque? Muitas recordações maravilhosas, respondo sem hesitar. Às vezes quando as nossas expectativas são muito grandes, e/ou a fasquia é demasiado alta, decepcionamo-nos. Não aconteceu desta vez. Nova Iorque foi um sonho que se tornou realidade e não um sonho que se tornou num pesadelo. Pena foi o tempo ter sido escasso. Daí a violência a que nos sujeitámos ao ponto de termos andado uma média de 9 horas por dia. O recorde foi no Sábado, dia 23, pois saímos do Hotel às 9h20 da manhã e só regressámos perto das 10 da noite.
No Top 10 coloco Times Square e a Broadway, que é outra realidade, outra dimensão; St Paul's Cathedral; a vista do Empire State Building e a arquitectura maravilhosa dos Edifícios Chrysler e Hearst; os quadros que sempre vimos nos livros da escola de Salvador Dali, Monet, Picasso e Van Gogh no MoMa; a arte medieval do Metropolitan; a Grand Central Station ( talvez a estação de comboios mais bonita que já vi ); a Brooklyn Bridge e finalmente, as placas com inscrições ( muitas vezes declarações de amor ) nos bancos de jardim do Central Park.
Algo que também merece uma menção honrosa são as lojas da 5ª Avenida e sobretudo a Loja da Apple que é de visita obrigatória, mesmo para quem não se interessa muito por gadgets como eu.
As desilusões, ainda que pequenas, foram o Ground Zero talvez porque eu esperava encontrar já um pequeno memorial no local e o que vi foram as obras em curso do novo edifício que ficará onde antes era o World Trade Center. Também não fiquei grande fã de Chinatown, Little Italy e até mesmo Wall Street.
Quanto a compras, aí sim, a coisa correu mal, mas também, como é que se vai arranjar tempo para compras quando se quer ver tudo o que é monumento, tudo o que é local de peregrinação como a Estátua da Liberdade, tudo o que é obra famosa em museus? Pois é meus amigos, algo tinha de ser sacrificado e eu preferi vir com mais saber e cultura na bagagem do que trapinhos. Muito bonitos, é verdade, mas que também existem por estas bandas. A única grande marca que vi por lá e que não existe em Portugal é a Victoria's Secret. No entanto, quem é que precisa da Victoria's Secret quando se tem a Women's Secret? Para a família trouxe ténis. Os All Star lá são ao preço da uva mijona.
Nova Iorque pode ser resumida numa só palavra: grande! Os edifícios são grandes, os carros são grandes ( 80% são SUV e 5% limousines, sobram 15% de viaturas normais ), os passeios são grandes, os copos dos refrigerantes são grandes mesmo quando pedimos o small size. Por fim, os encontrões que levamos na rua também são grandes. As pessoas não fazem por mal, simplesmente são demasiadas e às vezes, o espaço torna-se reduzido para a multidão de turistas, homens de negócios, mulheres frenéticas às compras que partilham as ruas.
Os americanos são, no geral, bastante simpáticos. Assim que sacávamos do mapa em busca de orientação, alguém perguntava se precisávamos de ajuda. Idem, sempre que nos mostrávamos confusos no metro. Por falar em metro, de facto aqui em Portugal fomos mal, ou melhor, muito bem habituados. Não há estações de metro como as nossas. As de Nova Iorque podem-se juntar às de Paris, Londres e Itália. Muito más!
Faltou-me ver o Gospel numa igreja de Harlem. Fica para a próxima, se houver próxima. Se não houver, já me dou por agradecida por esta experiência. Vim de lá uma pessoa mais enriquecida!
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| Times Square |
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| Empire State Building |
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| Banco de Jardim no Central Park |
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| Estátua da Liberdade |
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| Edifício Hearst |
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| Edifício Louis Vuitton e Yellow Cabs |
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| Ground Zero |







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