quinta-feira

As agências de rating vistas por uma leiga

Adoro as agências de rating. São para lá de simpáticas. Ainda não percebi muito bem se têm outra função que não seja a de lixar ( e digo-o literalmente, visto que nos classificaram de lixo ) os países que não estão nos seus melhores dias. António Saraiva, Presidente da Confederação da Indústria de Portugal considerou o corte do rating do nosso país " um murro no estômago ". Meus caros, vamos lá chamar as coisas pelos seus verdadeiros nomes. O que nos fizeram não foi um murro no estômago. Eu diria que isto foi uma bela carga de pancada, daquelas em que a vítima já está no chão a tentar proteger as partes sensíveis e continua a ser pontapeado sem dó nem piedade. Bullying - aqui está a melhor palavra para descrever a relação agências de rating / países em dificuldades financeiras. Neste momento, deveria entrar em cena o elemento que desempenha o papel do professor ou do auxiliar de educação que nos tenta defender. Proponho que seja a União Europeia. Boa ideia, não? Começavam por nos proteger a nós e se calhar a agências de rating não só nos desamparavam a loja como desistiam também de importunar os senhores que se seguem na lista, a Espanha e provavelmente, a Itália. 
O mais extraordinário em relação às agências de rating é que, segundo o que li no ionline, as mesmas davam a classificação mais do que positiva de AAA à Lehman Brothers e à AIG nas vésperas destas falirem. Sendo assim, aqui está a pergunta que urge colocar: onde é que paira a vossa credibilidade, meus senhores?  

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