domingo

A Feira Internacional do Artesanato

Todos os anos marco presença na FIA e hoje, lá fui eu dar a voltinha saloia anual. Em tempos que já lá vão, ia movida sobretudo pela possibilidade de comprar roupa para as danças orientais, as quais frequentei durante 5 anos. Daí que passava pelo pavilhão nacional um pouco a passo rápido, só parando para contemplar os stands de bijuteria. Actualmente, a coisa inverteu-se. Pouco tempo estou no Pavilhão Internacional até porque o cheiro a incenso às tantas é um pouco enjoativo. Prefiro passar horas junto do artesanato português contemplando as figuras religiosas de barro gordinhas, as figuras em pedra, em vidro, os bordados, as malas feitas de materal reciclado ou os artigos para crianças. O stand mais concorrido era o de Fátima Palhinha onde um senhor sentado junto de um maçarico mostrava como moldava vidro para fazer flores, animais e outras peças originais. Cada ano que passa, descubro coisas mais originais. Vi por exemplo, uns vestidinhos para crianças chamados roupa brinquedo. Cada peça tinha uns bonequinhos colados à roupa através de velcro que se podiam trocar por outros bonequinhos. A criança não só acaba por ter vários vestidos diferentes como pode inclusive brincar com eles ao fazer as trocas.
Desta vez o meu principal objectivo era aumentar a minha colecção de anjos com algum bem original. É sempre difícil encontrar anjos. As figuras religiosas que os artistas mais gostam de privilegiar são o Presépio e em primeiro lugar no pódio, o Santo António, claro. Ele há Santo Antónios de pé, deitados, sentados, com o menino às cavalitas, com o menino de mão dada, gordos, magros, sorridentes, tristes. De Anjos, pouco se vê. Uma vez em Moçambique, tentei comprar um de pau preto. A minha busca foi infrutífera! Hoje, por acaso, não vim de maus a abanar. Lá trouxe este pequeno que aqui vos deixo. É tão lindinho! Mais um para reforçar o meu exército de Anjos da Guarda. Um dia tiro uma foto a toda a colecção e mostro-vos.  

   

Sem comentários:

Enviar um comentário