A publicidade ao filme realizado por Robert Redford foi pouca ou nenhuma. Soube da existência dele nas salas de cinema pela voz de uma amiga que me disse que gostou muito. Eu, pela minha parte, gostei logo do elenco quando fui fazer a devida investigação no IMDB. James McAvoy, que já nos começa a habituar a filmes de época, lidera um colectivo de actores como Robin Wright ( ex Penn ), Kevin Kline, que está irreconhecível, de tal forma que só me apercebi da presença dele no genérico final, Tom Wilkinson, Evan Rachel Wood ou Justin Long.
O tema central é o assassinato do Presidente Abraham Lincoln no rescaldo da Guerra Cívil norte-americana. Os conspiradores são capturados e julgados. Entre os acusados, encontra-se Mary Surratt, mãe de um dos envolvidos e por isso, acusada injustamente de participar nos planos que levaram à morte do Presidente e à tentativa de homicídio de outras figuras importantes. McAvoy representa o papel do seu advogado de defesa, que começa por recusar a ingrata tarefa, mas que posteriormente, faz uso de todos os seus esforços para provar a inocência da sua cliente.
O filme mostra-nos um episódio da História dos EUA mas mostra-nos sobretudo como se pode manipular a justiça e como, quando um grupo de homens poderosos decide o destino de alguém, nada os impedirá, nem mesmo a Constituição.
Há muito tempo que não via nada saído das mãos de Robert Redford. A última vez tinha sido em O Encantador de Cavalos, onde foi actor e realizador. Quem não se lembra do filme de 1998 com uma Scarlett Johansson ainda miuda? A verdade é que não me parece que ele tenha perdido o jeito. O filme está mesmo muito bom. E agradeço a quem de direito ter tido a possibilidade de ver um filme com qualidade nestes meses de Verão em que às vezes o cartaz não é dos melhores.
Agora só me falta ver os Harry Potter's todos de uma assentada em casa para poder ver no grande ecrã o último da saga.
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