Um livro maravilhoso que David Fincher se encarregou de transformar num filme igualmente maravilhoso. Nada foi deixado ao acaso. Desde o genérico, passando pelo conjunto de musicas originais de autoria de Trent Reznor e Atticus Ross, a mesma dupla que criou a banda sonora de A Rede Social ( e que com ela ganhou um Oscar ) e terminando na interpretação soberba de Rooney Mara, responsável por dar vida à heroína mais anti-romântica de sempre da Literatura e arrisco dizer, da 7ª Arte.
Fui ver o filme ontem e apesar de, como sempre me acontece, ter achado o livro melhor (terminado na noite anterior de forma a poder fazer comparações), fiquei agradavelmente surpreendida ao verificar que os episódios de maior importância nas páginas mereceram idêntico destaque no grande ecrã. As cenas de maior violência da história não foram atenuadas. Tendo em conta que o efeito visual das imagens, por si só, é sempre mais esmagador do que o efeito provocado pela leitura, que apenas as cria na nossa mente, seria de esperar que numa ou noutra cena mais chocante se tivesse optado por algo mais light. No entanto, David Fincher, mestre nestas coisas dos serial killers - quem não se lembra de Seven, Sete Pecados Mortais com Brad Pitt e Morgan Freeman? - já mostrou que nunca envereda por esse caminho. Se o maléfico está lá, ele mostra-o sem rodeios.
Agora é ler os outros dois livros da Trilogia e aguardar que os transformem em tão bons filmes como este.
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