O Super Bock Super Rock começou hoje. Apesar de todos os cartazes dos festivais de Verão terem sempre uma ou outra opção tentadora, decidi estar presente apenas no Optimus Alive para ver a Florence + the Machine e os The Cure. Após problemas em arranjar companhia para o tão desejado certame (quase todos os meus amigos optaram antes pelo dia do concerto dos Radiohead), a coisa finalmente compôs-se. Colei-me a um grupo Sub18. Pois que vai ser um bonito regresso ao passado e às loucuras da adolescência. Mas só enquanto espectadora. Já avisei um dos elementos do grupo que não irei tomar conta de ninguém, nem irei fazer relatórios aos progenitores das atitudes menos próprias que testemunhar. Serei a prima cool. Podem-se meter em todos os sarilhos típicos da idade do armário à vontade que assistirei impávida e serena e não intervirei. Quanto muito, colocar-me-ei à disposição para fazer um telefonema curto a alguns pais dizendo algo do género: "olhe aqui o seu filho abusou da vodka com laranja e agora está convencido que o chão do recinto é a cama onde se deita todos os dias, é melhor vir buscá-lo"; ou então: "olhe o seu filho abusou do absinto e anda a apalpar tudo o que é moça comprometida, o que é o mesmo que dizer que anda a pedir que lhe consertem os dentes sem recurso a aparelhos".
É que tendo em conta o preço do bilhete, não posso pôr em risco um belo concerto com este tipo de distracções. Além disso, desconfio que os jovens elementos do grupo ficar-me-ão eternamente gratos se eu fechar os olhos a certas coisas. What happens in Alive stays in Alive.

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