... está cada vez mais norte-americano e menos europeu. Assim o dizem as boas ou as más línguas. Pelo que pude verificar, pelo menos no que diz respeito à histeria do que se passa na passadeira vermelha, o fenómeno já foi completamente importado. Ele é ver as actrizes a desfilarem no seu melhor e a pousarem para as centenas de fotógrafos presentes no certame. O momento alto foi quando a Angelina Jolie chegou. Os paparazzi e jornalistas acorreram para junto da actriz como se ali estivessem a ser distribuídos bilhetes de lotaria com prémio garantido.
E dos filmes presentes na competição, o que dizer? A longa-metragem do Terrence Malick já está na minha lista. Do realizador apenas conheço A Barreira Invisível, com o qual foi nomeado para o Oscar nas categorias de Melhor Realizador e Melhor Argumento Adaptado. Outro filme mais recente que tem a sua assinatura é o Novo Mundo, com Colin Farrell, baseado na história verídica de John Smith e a sua Pocahontas. Uma boa filmografia e agora uma Palma D'Ouro podem ser bons motivos para me levarem a ver a obra vencedora de Malick mas a verdade é que vou ver a Árvore da Vida por causa dos actores principais do elenco: Brad Pitt e Sean Penn. O segundo já foi devidamente e duplamente premiado pela brilhante carreira que tem construído. Ao primeiro falta-lhe conseguir a proeza, o que tem sido na minha opinião, muito injusto. Brad Pitt há muito que provou que não tem apenas uma cara bonita. Provou-o em Babel e em O Estranho Caso de Benjamin Button, num registo dramático, bem como em Destruir Depois de Ler ou Sacanas sem Lei, num registo mais cómico. Neste último, realizado por um dos meninos queridos de Cannes, Quentin Tarantino, bastava Brad Pitt entrar em cena, para me desmanchar a rir. A personagem nem precisava abrir a boca.
Cannes é uma competição ligada ao cinema à qual por vezes não dou a devida atenção. Penso que isso ainda se deve ao amargo de boca que me provocou a atribuição do prémio mais cobiçado ao pior filme que já vi na minha vida, Elephant de Gus Van Sant. Os apreciadores de filmes alternativos podem-me atirar as pedras que quiserem mas o filme, baseado no tiroteio do Liceu de Columbine, entediou-me e chocou-me pela falta de energia. Como pôde um certame premiar em anos anteriores obras inesquecíveis como Pulp Fiction ou Dancer in The Dark e mais tarde, colocar na mesma categoria essa longa-metragem ou melhor, lenta-metragem que é Elephant. Em duas palavras: não gostei!
Voltando a coisas mais felizes, aqui ficam umas fotos das senhoras que abrilhantaram Cannes:
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| Uma Thurman que fez parte do Juri merecia também ela um prémio pelos vestidos deslumbrantes que usou |
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| A Giulietta da Alfa Romeo |
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| Salma Hayek |
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| Penélope Cruz de dia |
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| Angelina Jolie e o seu acessório mais bonito, o marido |
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| Gong Li, a actriz asiática mais bonita dos últimos tempos |
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