segunda-feira

Como NÃO vestir uma criança para uma cerimónia...

... sobretudo quando NÃO se trata da 1ª Comunhão ou do Baptizado dessa mesma criança e ela é uma mera convidada.
O vestido desta menina não escapou à minha costela fiscalizadora. Deparei-me com ele no Baptizado da filha de uma amiga minha. Gabo a originalidade de quem se lembrou de colocar pétalas de rosa frescas dentro do tule mas o resultado final não foi propriamente merecedor de elogios. O pior mesmo foi o collant rendado. Pergunto-me quem terá sido a autora de semelhante outfit: a menina ou a mãe da menina? Se foi a menina, do mal o menos. Tem perdão. É nova, inocente, ainda não conhece o conceito de fashion killer, ainda não sabe que uma má indumentária pode trazer-lhe repercussões para o resto da vida, traumas dignos de frequentar a chaise longue de um psicólogo. Se foi a mãe, aí a coisa azeda. Mas há mães que são assim, querem ornamentar demasiado os seus rebentos e esquecem-se no meio da euforia que muitas vezes a qualidade está na simplicidade. E depois ocorre a catástrofe. Eu bem me lembro de algumas saias de pregas pirosas que a minha mãe me obrigou a usar na infância. Quantas vezes tive de recorrer ao truque de lhes deitar as bainhas abaixo só para não ter de as levar para a escola:  "olha mãe, não posso levar esta saia hoje, tens de coser a  bainha" ou então "olha mãe, esta saia está suja, não posso levar isto que é uma vergonha". O que vale é que a maioridade para estes assuntos chega bem antes dos 18 anos. Eu aos 10 já dominava completamente o meu guarda-roupa. Mas ainda cometi alguns erros. Há fotos de uma fatinho verde alface escolhido por mim na Cenoura que comprometem seriamente a minha entrada no Céu quando for desta para melhor.



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