A minha amiga Cristina adora ir ao cinema. Para ela, isso de ver um filme em casa sabe-lhe a pouco. Durante uns tempos invejei-a. Mais tarde imitei-a. E agora há certos trailers que me fazem correr para o grande ecrã mais próximo. E a corrida tem valido sempre a pena. Ontem vi o "Assim é o Amor" com Ewan McGregor e Christopher Pummer nos papeis principais. Para mim, o veterano actor foi durante muito tempo apenas o Capitão Von Trapp da Musica no Coração. Até que recentemente o vi no papel de Tolstoi em A Última Estação e já não sei qual o desempenho que ocupa mais destaque na minha memória. Quanto a Ewan McGregor, são várias as personagens encarnadas pelo actor que me conquistaram mas Christian, o apaixonado e pobre escritor de Moulin Rouge que cantava os benefícios do amor está em permanente disputa pelo primeiro lugar no pódio com Ed Bloom, o protagonista de Big Fish de Tim Burton ( aliás, o meu filme preferido do realizador que estranhamente não incluiu Johnny Depp no elenco ).
O filme conta a história de um pai que aos 75 anos e após ficar viuvo, decide assumir a sua homossexualidade. A vida sem amarras é pouco tempo depois assombrada pela ausência de saúde. Ao mesmo tempo assiste-se à tentativa de Oliver, o filho, iniciar uma relação com futuro.
Diz-se que Christopher Plummer é um forte candidato ao Oscar de Melhor Actor Secundário. Estou plenamente de acordo e acrescento mais. O cão Arthur também merecia um ou pelo menos uma menção honrosa. A presença do simpático animal confere ao filme um ingrediente indispensável.
Um filme sobre o recomeçar na vida mesmo quando o fim dela está próximo.
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