Woody, este filme sim, não engana ninguém, tem mesmo a tua assinatura.
Owen Wilson foi o escolhido para protagonista. Se fosse há uns bons anos atrás, o próprio realizador teria chamado para si esta missão. Aqui, como tem acontecido ultimamente, ficou-se por um lugar atrás das câmaras. Nem sequer nos deu o prazer de uma pequena participação especial.
Meia noite em Paris é um filme que nos transporta para o passado da capital francesa numa altura em que a mesma se encontra repleta pelos nomes mais sonantes da Literatura, Pintura e Musica como Ernest Hemingway, Pablo Picasso ou Cole Porter. A comédia poderá no entanto não ser tão "comediante" se a pessoa não tiver alguma bagagem cultural para reconhecer alguns desses mesmos nomes. Gertrude Stein ( personagem interpretada por Kathy Bates ), por exemplo, não é propriamente alguém de que se ouça falar muito na escola, inclusive no secundário. Quem, no entanto, tenha tido a bela disciplina de Cultura e Literatura Norte-Americana na Faculdade, como a minha pessoa, poderá saber que a senhora foi uma escritora muito importante lá nos States.
Na sala de cinema do Londres onde vi o filme havia uma fila só com adolescentes. Não me parece que tenham percebido as piadas sobre Dali ( interpretado por Adrien Brody ) ou tenham reconhecido os nomes de T.S Eliot, Modigliani ou Toulouse-Lautrec. Eu pela minha parte tive que ir ver ao Google quem eram Luis Buñel ou Man Ray. Descobri que o primeiro foi um importante realizador de cinema espanhol e o segundo, conhecido por inovações artísticas na área da fotografia nos anos 20.
Em suma, um filme com aquela graça woodyana que nos faz pensar que o dinheiro do bilhete foi muito bem gasto.
Sem comentários:
Enviar um comentário