domingo

Nos Idos de Março

Apesar dos prós, como por exemplo, um elenco de pesos pesados e as boas críticas, o contra de se tratar de um filme sobre política, fez-me estar sempre naquela hesitação do "ver ou não ver, eis a questão". Ontem decidi dar uma oportunidade a este último filho de Clooney, nem que fosse para vislumbrar o corpinho tonificado do Ryan Gosling ( o que não se sucedeu porque o homem esteve sempre muito tapado ).
Um filme com um início um pouco entediante e por vezes confuso mas que uma vez desfeitos os nós se transforma em algo que exemplifica bem até onde estamos dispostos a ir e de que escrúpulos e valores não nos causa mossa abdicar, para deitar mão a algum poder.
Com o papel de protagonista, Ryan Gosling já obteve o mérito de conseguir uma nomeação para Melhor Actor nos Globos de Ouro. Penso que para o bom desempenho da sua missão contribuíram as prestações brilhantes dos secundários que com ele repartiram o grande ecrã, nomeadamente Philip Seymour Hoffman e Paul Giamatti. Estes dois senhores são daqueles exemplos que podem surgir numa cena durante apenas escassos minutos mas atraem todos as atenções para si.
Em suma, obrigatório ver. 


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