terça-feira

A pessoa (eu) entra na perfumaria com a humilde intenção de comprar um creme hidratante igualmente humilde (aka, barato). Tem um budget para o dito e não quer ultrapassá-lo. Explica a uma das meninas especializada na matéria que circula pela loja para que efeitos quer o creme: que hidrate, que tenha protector solar, que não deixe a pele oleosa, blá, blá, blá. E eis que a menina se começa a dirigir para uma zona de perigo: as prateleiras da Chanel. Começando a sentir uma dor aguda no peito, a pessoa diz com todo um ar que é um misto de medo e agonia profundos: "pois, Chanel, de facto é muito bom mas não tem nada mais em conta?" A menina funcionária da loja descreve todo um conjunto de vantagens e quando a pessoa dá por ela, já se desgraçou de forma irreparável.
A menina funcionária ainda diz no caminho para a caixa: "olhe que tem aqui tratamento para 6 meses". Em resposta, a pessoa que se desgraçou, pensa: "não filha, tenho é tratamento para pelo menos 1 ano e é bom que resulte!"


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