... foi o tema de conversa de hoje entre a minha pessoa e dois queridos amigos que tal como eu se dedicam à gula literária. O que é mais importante? A história, o modo como é contada, as personagens, as descrições pormenorizadas, os diálogos? Para mim, a história e as personagens que fazem parte dela são tudo. Não ligo muito a descrições pormenorizadas, daquelas em que quase conseguimos sentir a textura da madeira dos móveis de uma casa ou o cheiro de uma refeição pronta a ser servida e provada. Não ligo a romances repletos de avanços e recuos na acção, vozes que falam ao mesmo tempo ou que entram na narrativa sem serem devidamente anunciadas. Não ligo a vocaculário que me faz recorrer com frequência ao dicionário. Não ligo a tentativas de modernices na Literatura. Dou importância única e exclusivamente a uma boa história, com princípio, meio e fim, com personagens ricas, complexas, que me fazem desejar conhecer pessoalmente. Daí que seja adepta de grandes êxitos comerciais. Já devorei todos os livros da Isabel Allende, li o primeiro dos Harry Potter, fiz parte do movimento histérico de O Alquimista, O Perfume, Equador ou O Código DaVinci e gostei. Muito! De todos!
Em Conversas de Escritores, livro que resulta de um conjunto de entrevistas que José Rodrigues dos Santos fez para um programa da RTP, o jornalista colocou a questão a vários autores conhecidos em todo o mundo. Nomes como Gunter Grass, Ian McEwan, Dan Brown ou Paulo Coelho responderam. Sveva Casati Modignani, por exemplo, conhecida em Itália como a senhora best seller ( vendeu milhões em pelo menos 17 países ) fala das suas histórias muito femininas mas sobretudo muito italianas, o que não invalida que os leitores das restantes nacionalidades não compreendam as mesmas. Isabel Allende acha que o seu êxito é resultado da lealdade dos seus leitores. Miguel Sousa Tavares refere que um bom livro é aquele que largamos num momento e ao qual desejamos voltar rapidamente, que tem uma história e um conjunto de personagens que passam a fazer parte da nossa vida. Paulo Coelho destaca o conteúdo de um romance, não descurando no entanto a forma.
Neste momento tenho em mãos mais um sucesso de vendas, o primeiro da Trilogia Millennium. Coincidentemente, Os Homens que Odeiam as Mulheres estão nas salas de cinema mas já decidi que primeiro vou acabar de ler o livro e depois irei ver o filme. Para já só posso tecer elogios à obra do sueco Stieg Larsson. Um thriller inteligente com uma heroína - Lisbeth Salander - que nada tem a ver com as heroinas clássicas.
Em Conversas de Escritores, livro que resulta de um conjunto de entrevistas que José Rodrigues dos Santos fez para um programa da RTP, o jornalista colocou a questão a vários autores conhecidos em todo o mundo. Nomes como Gunter Grass, Ian McEwan, Dan Brown ou Paulo Coelho responderam. Sveva Casati Modignani, por exemplo, conhecida em Itália como a senhora best seller ( vendeu milhões em pelo menos 17 países ) fala das suas histórias muito femininas mas sobretudo muito italianas, o que não invalida que os leitores das restantes nacionalidades não compreendam as mesmas. Isabel Allende acha que o seu êxito é resultado da lealdade dos seus leitores. Miguel Sousa Tavares refere que um bom livro é aquele que largamos num momento e ao qual desejamos voltar rapidamente, que tem uma história e um conjunto de personagens que passam a fazer parte da nossa vida. Paulo Coelho destaca o conteúdo de um romance, não descurando no entanto a forma.
Neste momento tenho em mãos mais um sucesso de vendas, o primeiro da Trilogia Millennium. Coincidentemente, Os Homens que Odeiam as Mulheres estão nas salas de cinema mas já decidi que primeiro vou acabar de ler o livro e depois irei ver o filme. Para já só posso tecer elogios à obra do sueco Stieg Larsson. Um thriller inteligente com uma heroína - Lisbeth Salander - que nada tem a ver com as heroinas clássicas.
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