... foi o terceiro livro que ocupou as minhas mãos durante estas férias. Há já uns bons anos que não lia um thriller e há já uns bons anos que não era surpreendida quanto ao vilão da história. Um desaparecimento que aparenta ser um homicídio, um casamento que aparenta ser feliz, um casal que aparenta mais virtudes que defeitos. Quem detém a verdade, quem espalha a mentira?
Um livro que descreve o crime perfeito não fosse um episódio de pura má sorte mudar o rumo da acção.
Em Parte Incerta tem acima de tudo dois personagens principais complexos que conferem a textura que uma boa história precisa. Há detalhes nas suas personalidades que compreendemos e aceitamos e outros que simplesmente desprezamos. No início do livro é muito difícil decidir de que lado estamos: team marido ou team mulher? Para dizer a verdade, chega-se ao fim do livro e a dúvida permanece se bem que um dos esposos consegue ganhar mais pontos em simpatia do que o outro.
Em Parte Incerta esteve na lista dos melhores do New York Times o que me obrigou a comprá-lo e agora, depois de o ter lido, sinto-me obrigada a aconselhá-lo.

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