Sexo, drogas e esbanjamento de dinheiro. É disto que trata o último filme de Martin Scorsese. Um Leonardo DiCaprio na sua melhor forma desempenha o papel de Jordan Belfort, um corretor da Bolsa que se fez milionário antes dos 30. Viciado em vários tipos de drogas e em adrenalina, a sua principal ocupação, bem como as dos seus amigos mais próximos, é esbanjar milhares em prostitutas, cocaína e outros devaneios. Nunca se viu tantas vezes o rabo do DiCaprio e nem nunca se ouviu a palavra fuck tantas vezes. Em termos de cenas de sexo, a coisa pode ser considerada muito ousada pelos defensores da moral e dos bons costumes. Ao meu lado, na sala de cinema, encontrava-se um casal de sexagenários. Após o intervalo reparei que não regressaram. Aconteceu o mesmo na sessão a que uma amiga minha foi assistir. Uns senhores levantaram-se a meio e foram-se embora. Creio que não conseguiram ver os excelentes momentos de comédia por detrás de tanta mulher nua, movimentos pélvicos e palavreado ordinário. O que é pena. O Lobo de Wall Street tem, antes de tudo, momentos de humor indescritíveis. Logo no início do filme, um desses momentos é o diálogo entre Jordan e o seu primeiro chefe, desempenhado por Mathew McConaughey. Uma pessoa começa a rir e tem dificuldade em se recompor. Depois são todas as cenas entre DiCaprio e Jonah Hill. Não admira que estejam ambos nomeados para os Oscars. Depois, há a cena, na qual DiCaprio é rei e senhor. Talvez a melhor da sua carreira. Após uma dose excessiva de comprimidos, Jordan perde durante uns bons momentos a capacidade de falar e de se movimentar correctamente. O resultado é hilariante. A sala inteira ria às gargalhadas.
O Lobo de Wall Street é longo. São quase 3 horas e meia de filme. No entanto, o ritmo é tão intenso que nunca se chega ao aborrecimento. Vale a pena, sem dúvida!
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